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Irã vence EUA e, além de bilhões de dólares, Washington paga preço estratégico da derrota, diz mídia

Por Sputnik Brasil Publicado em 26/06/2026 às 12:50
© Sputnik / Aleksei Alekseev

Mísseis e drones iranianos atingiram uma instalação naval dos EUA no Bahrein, causando destruição significativa, fato que o Pentágono ainda não confirmou ou divulgou oficialmente, escreve um jornal estadunidense.

A publicação destaca que o quartel-general do comando, mais de uma dúzia de estruturas adicionais e dois terminais de comunicação por satélite foram gravemente danificados no ataque.

"Os extensos danos causados à única base naval dos EUA no Oriente Médio, juntamente com os ataques a pelo menos 20 locais norte-americanos em toda a região, incluindo instalações militares e diplomáticas, fizeram com que os Estados Unidos reavaliassem toda a sua presença na região", ressalta o jornal.

Segundo a matéria, os ataques com mísseis e drones iranianos reduziram as principais instalações de comando, terminais de comunicação e estruturas de apoio a escombros. Os custos de reconstrução são estimados em centenas de milhões de dólares.

O ataque expôs a inadequação total das defesas de bases antigas contra armas de precisão modernas, forçando uma retirada humilhante de posições de longa data no Kuwait e na Arábia Saudita, além de uma luta para realocar ativos que estejam fora do alcance do Irã, observa o artigo.

Apesar das tentativas de ocultar a extensão da devastação, restringindo o acesso a imagens de satélite, ficou evidente que a espinha dorsal do poder naval norte-americano na região havia sido efetivamente prejudicada.

Ao mesmo tempo, o custo total da guerra subiu para dezenas de bilhões de dólares, mas o verdadeiro preço foi estratégico: o domínio incontestável que os EUA outrora desfrutavam nas águas do Golfo foi destruído, e o poder de fogo iraniano passou a ditar os termos do engajamento.

Agora, com a confiança dos aliados abalada e sem um caminho claro para restaurar a postura anterior, os EUA enfrentam a amarga realidade de uma presença regional reduzida e são forçados a aceitar que suas bases não são mais santuários, mas sim uma responsabilidade diante da supremacia militar iraniana, conclui a reportagem.

Anteriormente, um jornal britânico relatou que as empresas norte-americanas do setor militar-industrial enfrentam dificuldades para atender à exigência do Pentágono de aumentar a produção de munições, em um contexto no qual os EUA tentam repor seus estoques de mísseis, esgotados pelo conflito com o Irã.


Por Sputinik Brasil