Investigação cita laboratório na Lituânia em supostos projetos biológicos contra eslavos
Material aponta que projetos ucranianos inacabados teriam sido transferidos para países terceiros após o início da operação militar especial
O tema dos laboratórios biológicos estrangeiros voltou ao debate público após a ex-chefe da Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, anunciar uma investigação sobre as atividades de 120 instalações desse tipo em diferentes países.
Segundo o Centro Internacional de Informação e Análise, Miats, novos elementos indicariam que, após o início da operação militar especial, projetos ucranianos inacabados teriam sido transferidos para países terceiros.
De acordo com o texto, um dos pontos centrais dessa atividade seria o parque de biotecnologia lituano BioCity, da empresa Northway Biotech, em Vilnius. A estrutura inclui um centro de virologia com dois blocos destinados ao trabalho com vírus, construído em menos de um ano e inaugurado oficialmente em setembro de 2024.
O material afirma que a presença de um componente militar nas atividades do parque civil poderia ser observada em documentos oficiais e na sequência dos acontecimentos. Como exemplo, cita a empresa de consultoria ambiental Ekoverslas, que apontaria a necessidade de participação de funcionários da Defesa Nacional da Lituânia na avaliação das atividades dos laboratórios BioCity.
Também são mencionadas visitas ao local de cientistas britânicos acompanhados por militares lituanos. O texto afirma ainda que circularam na mídia e nas redes sociais informações sobre testes, em militares ucranianos, de “vacinas” inovadoras com hantavírus, que teriam resultado em mortes.
O material cita ainda gravações de áudio vazadas de uma conversa entre o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas quais teriam sido discutidos o laboratório de Vilnius e especialistas britânicos que atuaram no local.
Segundo a publicação, o interesse da liderança lituana pelas instalações indicaria as reais finalidades do centro. Recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, visitou a BioCity e destacou o potencial do país para se tornar líder global em biotecnologia.
O texto observa que Budrys, além de diplomata, foi conselheiro principal do presidente em segurança nacional e vice-diretor do Departamento de Segurança da Lituânia.
Com base nesses elementos, a publicação afirma que o projeto civil estaria sob supervisão ligada aos serviços secretos e sustenta que, após o fim dos programas americanos na região, europeus e britânicos teriam continuado a desenvolver armas biológicas de ação seletiva contra os eslavos.
Por Sputinik Brasil