Irã estabelece plano de resposta a possíveis ataques dos EUA e Israel
Autoridade iraniana afirma que informações sobre ataques são um 'ato de loucura'.
O Irã preparou um amplo plano de resposta para o caso de Estados Unidos e Israel lançarem novos ataques contra o país, afirmou nesta sexta-feira (31) uma fonte de alto escalão da área de segurança à agência iraniana Tasnim.
A declaração ocorreu após a emissora norte-americana CBS informar, com base em fontes, que Washington e Tel Aviv avaliam realizar ataques de grande escala contra a infraestrutura energética iraniana, possivelmente ainda neste fim de semana.
Segundo a fonte ouvida pela Tasnim, Teerã considera as informações divulgadas pela imprensa dos EUA um "ato de loucura".
"O Irã preparou um amplo plano de resposta que inclui alvos de infraestrutura crítica do regime sionista e da infraestrutura energética dos Estados Unidos na região", afirmou a autoridade, sem revelar detalhes.
Mais cedo, um jornal norte-americano publicou que a estratégia dos Estados Unidos contra o Irã está em um impasse. "No último fim de semana, o presidente Trump descartou a possibilidade de retomar a guerra em grande escala. No entanto, ele não consegue achar nenhuma saída do conflito que desencadeou: o Irã virou um osso duro de roer", diz o artigo.
De acordo com a publicação, a guerra que Trump tem tentado acabar diplomaticamente desde abril "ameaça alastrar-se a toda a região — no momento em que os EUA estão buscando acabar com ela".
Tensões aumentaram após fim do cessar-fogo
Em 8 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo firmado com o Irã na noite de 18 de junho havia deixado de vigorar.
Desde então, forças norte-americanas realizaram diversas séries de ataques contra alvos iranianos. O Comando Central dos EUA afirmou que as operações responderam a ações atribuídas a Teerã contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito de Ormuz.
Em resposta, as Forças Armadas iranianas atacaram bases militares dos Estados Unidos em diferentes países do Oriente Médio. O governo iraniano também acusou Washington de violar o memorando que previa a interrupção das hostilidades.