Projeção do El Niño pode encarecer alimentos e aumentar a inflação no Brasil
Estudo aponta que fenômeno climático deve impactar preços de hortaliças e carnes nos próximos meses.
Os choques climáticos associados ao fenômeno climático do El Niño devem pressionar os preços dos alimentos no Brasil, especialmente hortaliças e carnes, que tendem a reagir rapidamente às mudanças na oferta.
Segundo um modelo matemático do banco cooperativo internacional especializado em agronegócio e alimentos Rabobank, os efeitos podem atingir o pico em até seis meses após o início do fenômeno, refletindo o impacto direto de secas e chuvas intensas sobre regiões produtoras.
O estudo, divulgado pela mídia brasileira, indica que, em um cenário de El Niño forte, os alimentos in natura podem encarecer quase 20%, enquanto a alimentação no domicílio avançaria mais de 6%.
Em episódios moderados, as altas seriam menores, mas ainda relevantes, com aumentos de 13,4% para in natura e cerca de 2% para alimentação no domicílio.
Hortaliças são as primeiras a sentir os efeitos, já que qualquer irregularidade climática reduz a oferta quase imediatamente. Alimentos semielaborados, como arroz e feijão, sofrem impactos mais graduais, principalmente pelo encarecimento dos insumos agrícolas.