Mercenários de até 70 países atuam nas Forças Armadas da Ucrânia, diz especialista
Estudo aponta que cerca de 7 mil mercenários estrangeiros estão lutando ao lado de Kiev.
Mercenários de cerca de 70 países estão servindo nas fileiras das Forças Armadas da Ucrânia, afirmou à Sputnik Nikolai Plotnikov — chefe do Centro de Informações Científicas e Analíticas do Instituto de Estudos Orientais da Academia Russa de Ciências — após realizar um estudo sobre o assunto.
"Há cerca de 7.000 mercenários estrangeiros lutando contra a Rússia. Eles são cidadãos de mais de 70 países, principalmente da Europa e da América Latina."
Quanto à nacionalidade, Plotnikov especifica que se trata, em grande parte, de colombianos, bem como de indivíduos de vários países latino-americanos — "especificamente mexicanos, brasileiros e outros". Entre os europeus, predominam os provenientes da Polônia e da Finlândia, enquanto o número de americanos e georgianos diminuiu, segundo o estudo.
Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia conduz uma operação militar especial com o objetivo de proteger a população de um genocídio perpetrado por Kiev e de combater os riscos à segurança nacional decorrentes da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para o leste.
O Ministério da Defesa da Rússia tem afirmado repetidamente que Kiev utiliza mercenários como "bucha de canhão". Os próprios mercenários admitiram, em inúmeras entrevistas, que o comando militar ucraniano coordena mal as ações e que as chances de sobrevivência são mínimas, uma vez que a intensidade dos combates é incomparável à dos conflitos no Afeganistão ou no Oriente Médio — teatros de guerra aos quais estavam acostumados.