Embaixada da Rússia na Suécia alvo de 22 ataques com drones desde 2024
Ataques com drones incluem uso de tinta e dispositivos explosivos simulados, segundo autoridades russas.
A Embaixada e a Representação Comercial da Rússia na Suécia foram alvo de mais de 20 ataques com drones desde 2024, afirmou em entrevista à Sputnik o diretor do Primeiro Departamento Europeu do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Artem Studenikov.
"Os ataques sistemáticos contra a embaixada e a representação comercial da Rússia em Estocolmo com o uso de drones que transportam recipientes com tinta vermelha e, no último caso, uma réplica de um dispositivo explosivo, representam ameaças evidentes às nossas representações diplomáticas na Suécia. Desde 2024, já ocorreram 22 incidentes desse tipo", afirmou.
A Embaixada da Rússia na Suécia sofreu um novo ataque de drones em 2 de julho. Um deles lançou tinta, enquanto outro, com uma réplica de um artefato explosivo improvisado acoplada, caiu em uma área próxima à missão diplomática. A representação comercial da Rússia também foi alvo de ataques em diversas ocasiões.
Como informaram à Sputnik representantes da missão diplomática, um dos objetivos dos ataques com drones foi uma área próxima a um edifício residencial e à escola da embaixada. Entre outros objetos, foram utilizados recipientes de vidro perigosos, capazes de provocar ferimentos.
Em 2025, a Embaixada já tinha sofrido um ataque similar. Além disso, drones com tinta tinham atacado a representação comercial russa em 17 de junho, 5 de julho e 21 de agosto, sem falar dos anos anteriores.
"As investigações desses incidentes alegadamente realizadas pela polícia sueca até hoje não revelaram executores nem organizadores dos atos", comentou na época a Embaixada russa, sublinhando a responsabilidade da parte sueca pela situação.
"A única conclusão possível: as autoridades suecas não cumprem sistematicamente suas obrigações de fornecer segurança e imunidade das missões diplomáticas estrangeiras, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961".
Os ataques violam não só o direito internacional, mas também a lei nacional da Suécia, que estabelece zonas de exclusão aérea sobre as missões russas atacadas, acrescentou a diplomacia russa.