POLÍTICA

Big techs e as eleições: da defesa da democracia à interferência

Mudanças nas redes sociais e os gastos eleitorais de 2026 analisados por especialistas.

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/10/2026 às 23:31
Análise das big techs no cenário eleitoral, investigando gastos e influência nas eleições. © telegram SputnikBrasil

Atualmente, essa possibilidade continua existindo, porém, com uma condição: os conteúdos são mediados por sistemas de recomendação que decidem quais publicações aparecem primeiro, quais vídeos são sugeridos e quais temas recebem mais exposição.

🟠 A diferença é que o usuário não vê necessariamente aquilo que seus contatos publicam, muito menos uma amostra representativa do debate público. Ele vê uma seleção produzida por algoritmos que consideram sinais como tempo de visualização, compartilhamentos, comentários e interesses presumidos.

"Após o escândalo da Cambridge Analytica, o Congresso dos EUA convocou Mark Zuckerberg para prestar depoimento em 2018. A partir desse momento de pressão, as big techs aproveitaram as críticas para reduzir drasticamente o alcance orgânico das postagens", explica Caio Almendra, cofundador do Instituto Brasileiro de Ciência de Dados (Bi0s), sobre a mudança no que é mostrado nessas redes sociais.

No Brasil, no caso das eleições, as campanhas já gastaram, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos declararam ter gastado em 2026 cerca de R$ 290 milhões com anúncios nas plataformas da Meta* (Facebook, Instagram e Whatsapp). O montante representa mais que o dobro investido em 2022, R$ 129,7 milhões.

*As atividades da Meta são proibidas na Rússia por serem consideradas extremistas.