ELEIÇÕES 2024

Ciro Nogueira aponta Zema como nome forte para vice de Flávio Bolsonaro

Senador do PP avalia que governador mineiro é o mais competitivo para compor chapa presidencial, mas pondera sobre potencial de votos.

Publicado em 09/01/2026 às 15:33
Ciro Nogueira Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desponta como o nome mais competitivo para ocupar a vaga de vice na chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano.

Para Ciro, Zema reúne "entregas e experiência", características que ganham relevância diante do foco eleitoral no Sudeste. "Eu acho que esta eleição será decidida no Sudeste", avaliou. O senador ponderou, porém, que ainda é preciso analisar se o governador mineiro teria capacidade de ampliar o eleitorado da chapa. "Não sei se o Zema chega a somar eleitoralmente", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

Ciro também criticou a escolha do general Braga Netto como vice na chapa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Segundo ele, a decisão foi um erro estratégico ao não dialogar com o eleitorado feminino. "Ali, ele deixou de acenar para as mulheres e perdeu a eleição", disse, mencionando que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) poderia ter cumprido esse papel.

O senador reforçou ainda que não pretende integrar a chapa presidencial. "Desde já, digo que não quero ser vice e já comuniquei ao Bolsonaro que sou candidato ao Senado, no Piauí. Estou fora dessa", declarou.

Segundo Ciro, Flávio Bolsonaro precisará dialogar com o eleitorado de centro para ter chances reais de vitória. Para o senador, concentrar esforços apenas no Nordeste não alterará o cenário eleitoral. "Eu sou de lá, o Nordeste vai votar majoritariamente no Lula, independentemente de o vice ser da região", afirmou.

Ciro também comparou os perfis dos dois potenciais adversários. Segundo ele, Flávio teria como vantagem a idade, em contraste com Lula, a quem acusa de manter um discurso voltado ao passado. O senador alertou ainda o campo bolsonarista: insistir em falar apenas para a base mais fiel pode custar caro. "Se Flávio só quiser falar para a bolha, ficar dizendo que quer nomear Eduardo Bolsonaro no Itamaraty, vai perder", alertou.

Próximo à família Bolsonaro, o parlamentar avalia que a candidatura de Flávio é "irreversível", embora evite cravar apoio formal neste momento. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmou que o PP só apoiará a candidatura do senador à Presidência caso ele adote um discurso voltado ao centro e não à extrema direita.