DIREITO DE FAMÍLIA

Projeto proíbe reconhecimento de união estável após falecimento de um dos parceiros

Proposta em análise na Câmara exige formalização em cartório para garantir direitos da união estável.

Publicado em 23/01/2026 às 12:39
Projeto propõe fim do reconhecimento de união estável após morte de um dos parceiros. Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 1072/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, estabelece que a união estável não poderá ser reconhecida após o falecimento de qualquer um dos parceiros. Dessa forma, os direitos decorrentes da relação só serão garantidos se houver formalização anterior à morte de um dos conviventes.

A proposta determina ainda que a união estável deverá ser formalizada em cartório, por meio de escritura pública, para que seja reconhecida legalmente.

Segundo o texto, essa oficialização em vida assegurará os efeitos jurídicos da união estável, inclusive em casos de falecimento de um dos parceiros.

Evitando fraudes

O projeto altera o Código Civil e a Lei da União Estável.

Atualmente, a legislação considera união estável a convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, ambas com plena capacidade civil, com o objetivo de constituir família.

“A união estável, assim como o casamento, deve ser uma decisão mútua e clara de pessoas vivas”, defende o autor da proposta, deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP). “O reconhecimento após a morte abre espaço para fraudes”, acrescenta.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.