POLÍTICA

Malafaia e Paulo Figueiredo trocam críticas após pastor apoiar Tarcísio para 2026

Debate público no X expõe racha entre aliados do bolsonarismo sobre sucessão presidencial

Publicado em 23/01/2026 às 14:23
O pastor Silas Malafaia Reprodução

O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo protagonizaram uma troca de críticas nesta quinta-feira, 22, na rede social X, após Malafaia defender publicamente o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como representante da direita na disputa presidencial de 2026, em detrimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevista ao SBT News, Malafaia afirmou que Tarcísio de Freitas seria o candidato mais apto para liderar uma frente de centro-direita capaz de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições. Segundo o pastor, a candidatura de Flávio Bolsonaro "não empolgou a direita" e a união de forças de centro e direita seria mais viável sob a liderança do governador paulista.

A polêmica começou quando Paulo Figueiredo publicou em seu perfil no X que considerava "triste" ver Malafaia apostar no que chamou de "cavalo errado", referindo-se ao apoio ao governador de São Paulo.

Malafaia respondeu no X, classificando Figueiredo como "frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias". O pastor ironizou ainda que "fácil é ficar nos EUA atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e aqueles que pensam diferente".

Em resposta, Figueiredo ironizou dizendo que Malafaia teria ficado "doído com a primeira verdade que ouviu" e afirmou que "pitis" desse tipo não o afetam.

Malafaia voltou à carga, desafiando Figueiredo para um debate e mencionando o avô do influenciador, o ex-presidente João Figueiredo. O pastor afirmou que o ex-presidente foi ministro nos governos Emílio Garrastazu Médici – a quem classificou como "o maior torturador de todos" – e Ernesto Geisel, que, segundo Malafaia, também não "suportava opiniões contrárias".

Paulo Figueiredo respondeu aceitando o debate e ironizou ao dizer que Malafaia confundiu seu avô, o ex-presidente João Figueiredo, com seu pai, que, segundo o influenciador, era civil.

Este é o segundo confronto recente entre aliados do bolsonarismo envolvendo Malafaia. Na semana anterior, o pastor já havia criticado a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) por divulgar nomes de pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.