ELEIÇÕES 2026

Paes critica Cláudio Castro por deixar governo do Rio: "Governador omisso fugindo da justiça"

Pré-candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes acusa Cláudio Castro de abandonar o cargo para escapar de julgamento no TSE

Publicado em 22/03/2026 às 15:00
Reprodução / Instagram

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), fez duras críticas ao governador Cláudio Castro (PL), que deixará o cargo nesta segunda-feira, 23. Segundo Paes, Castro seria um "governador omisso fugindo da justiça".

Pré-candidato ao governo do estado nas eleições de outubro, Paes deixou a prefeitura da capital na última sexta-feira, 20. Já Cláudio Castro, atual governador, deve disputar uma vaga no Senado Federal.

Nos últimos dias, Castro exonerou seu secretariado e agendou uma cerimônia de encerramento do mandato, antecipando-se ao prazo de desincompatibilização, que obriga pré-candidatos a cargos públicos a se afastarem seis meses antes do pleito.

"Encerramento de mandato nada! Trata-se de um governador omisso fugindo da justiça. Fugindo não! Pior! Desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu!", disparou Paes em publicação nas redes sociais.

Em seguida, Paes acrescentou: "Não podemos mais permitir que esse tipo de impunidade aconteça. Destruiu com seu grupo o Rio de Janeiro! Não passará impune!".

O ex-prefeito também afirmou que Castro pretende "fazer o sucessor para continuar aprontando". Entre os ex-secretários recém-exonerados está Douglas Ruas (PL), nome apoiado pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para disputar o governo do estado.

A renúncia de Castro ocorre na véspera da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico. Nos bastidores, a saída do cargo é vista como uma manobra para tentar esvaziar a ação na Corte Eleitoral, permitindo sua candidatura, mesmo que sub judice. No entanto, especialistas divergem sobre a eficácia da estratégia para garantir a elegibilidade do político.

Na postagem deste domingo, 22, Paes disse confiar que o TSE "não admitirá esse tipo de chicana". Ele ainda destacou a definição do termo, citando o ChatGPT: "No meio jurídico, 'fazer chicana' significa usar artifícios formais ou recursos excessivos para atrasar um processo, sem necessariamente contribuir para a justiça da causa".