INVESTIGAÇÃO FEDERAL

PF faz buscas no Rio em nova fase de apuração sobre recursos da saúde

Segunda fase da Operação Anáfora cumpre 14 mandados no Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/06/2026 às 11:43
PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 30, a segunda fase da Operação Anáfora, investigação que apura lavagem de dinheiro proveniente do desvio de recursos públicos da área da Saúde no Rio de Janeiro.

Ao todo, os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. Dez deles foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal, e quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

As ordens judiciais são cumpridas em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.

“Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a surgir no decorrer das investigações”, informou a PF em nota.

A investigação sobre lavagem de dinheiro foi aprofundada após a primeira fase da Operação Anáfora, realizada em 2022. Segundo a polícia, os investigados mantinham bens próprios em nome de terceiros, faziam despesas incompatíveis com a condição financeira declarada e participavam de negociações relacionadas a imóveis.

A primeira fase da operação apurou suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, em contratos que somam R$ 563,5 milhões.

Na ocasião, a PF mirou o candidato a vice-governador do Rio Washington Reis (MDB-RJ), companheiro de chapa de Cláudio Castro (PL-RJ). Durante a ação de 2022, um fuzil foi apreendido na casa de Reis.

Também na primeira fase, R$ 700 mil em dinheiro e cheques foram encontrados na residência do ex-secretário de Saúde de Duque de Caxias, José Carlos de Oliveira.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apontou que a cooperativa de trabalho pertence a uma “estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”.