Pesquisa Quaest do dia 21 vai medir impacto do fim da escala 6x1 na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Levantamento poderá indicar se a pauta trabalhista fortalece a candidatura do presidente à reeleição
A próxima pesquisa do instituto Quaest sobre a disputa presidencial de 2026 deverá oferecer um novo retrato da corrida eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Previsto para ser divulgado na quarta-feira (21), o levantamento será o primeiro das principais empresas de pesquisa cujas entrevistas ocorrerão integralmente após a aprovação, pelo Senado, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
A mudança na jornada de trabalho é uma das principais apostas de Lula para tentar reverter a vantagem numérica de Flávio Bolsonaro na disputa. O presidente tem defendido a pauta como uma medida de valorização dos trabalhadores, com potencial para ampliar o apoio popular à sua candidatura.
A proposta recebeu amplo apoio dos senadores, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O resultado também provocou mudanças no discurso de Flávio Bolsonaro, que passou a apoiar a iniciativa.
A pesquisa da Quaest será realizada entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistas presenciais. O levantamento foi contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o BR-08535/2026.
Disputa segue acirrada
Na pesquisa Quaest anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 44% no cenário de segundo turno. A diferença de dois pontos percentuais colocou os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento.
O novo levantamento deverá mostrar como o eleitorado reage à aprovação da proposta trabalhista e se o tema poderá influenciar as intenções de voto nesta etapa da campanha.
Para Lula, o fim da escala 6x1 representa uma oportunidade de reforçar sua ligação com os trabalhadores e apresentar uma agenda voltada à melhoria das condições de trabalho. Para Flávio Bolsonaro, o apoio à medida também pode ser uma estratégia para reduzir a exploração eleitoral do tema pelo adversário.