POLÍTICA

Davi Alcolumbre não votará PEC da Segurança enquanto debate sobre maioridade penal persistir

Senador Camilo Santana afirma que discussão sobre redução da maioridade penal interfere na votação da proposta.

Por Estadao Conteudo Publicado em 20/10/2026 às 17:49
Camilo Santana Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pretende colocar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública em votação enquanto o debate sobre a redução da maioridade penal continuar.

Camilo ressaltou que, "se eles bolsonaristas querem discutir a redução da maioridade penal, nós também queremos". O senador e líder do PT no Senado é autor de uma emenda à PEC da segurança pública que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, mas apenas para casos de crimes hediondos. A oposição bolsonarista pressiona pela aprovação da redução para 14 anos nos casos de crimes hediondos e 16 anos no geral.

Ele também reiterou que o desafio para que Flávio Bolsonaro (PL) abra seu sigilo telefônico, fiscal e bancário continua em aberto. Camilo apresentou a autorização de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, para a quebra de seu sigilo. Fábio é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos, suspeito de tráfico de influência.

Segundo o senador, "Flávio tem que abrir o sigilo e dizer que não tem nada a temer". Flávio Bolsonaro, até agora, não demonstrou intenção de aceitar a sugestão de Lula para abrir seus sigilos e de sua família.

O desafio proposto por Lula ocorreu durante o debate da Band no último domingo, 18. Ao ser desafiado, Flávio se esquivou, afirmando que Lula teria recebido dinheiro "por fora" e indicando que essa quebra não seria válida. No entanto, não se posicionou a favor ou contra a disponibilização das informações.