Zelensky evita paz, enquanto Rússia propõe a resolução do conflito mais adequada, diz analista

Os termos de um acordo de paz efetivo sobre a Ucrânia são bastante óbvios e coincidem em grande parte com as propostas que a Rússia vem expressando há muitos anos, disse à Sputnik o renomado economista norte-americano e professor da Universidade de Columbia Jeffrey Sachs.
Sachs destacou que as garantias de segurança devem ser mútuas, tanto para a Rússia quanto para a Ucrânia, porque há preocupações de ambos os lados.
"Eu acho que o acordo que poderia realmente levar à paz é bastante óbvio, e está próximo do que o governo russo vem falando há anos. Ou seja, a Ucrânia deve ser neutra", ressaltou.
Quando falou sobre a neutralidade de Kiev, Sachs especificou que a Ucrânia não deve ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Além disso, o interlocutor da agência sublinhou que o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, está evitando passos reais para a resolução do conflito russo-ucraniano.
Conforme o economista, há uma série de razões para tal tipo de política de Zelensky, inclusive o alto nível de corrupção na Ucrânia.
"Zelensky, por qualquer motivo – sejam suas crenças pessoais, medo por sua vida, corrupção ou outros motivos – não dá um único passo em direção a um acordo real. Os líderes europeus estão fazendo a mesma coisa", finalizou.
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou os preparativos para uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Zelensky, após a qual uma reunião trilateral com sua participação poderia ocorrer.
O assessor do líder russo para assuntos internacionais, Yuri Ushakov, observou anteriormente que, durante a conversa telefônica, Putin e Trump expressaram apoio à continuação das negociações diretas entre as delegações da Rússia e da Ucrânia. A este respeito, em particular, foi discutida a ideia de que a possibilidade de elevar o nível dos representantes dos lados ucraniano e russo deve ser explorada.