CULTURA

Festas juninas garantem remuneração para mais de 15 mil artistas em 2026

“Festa na Roça” foi a música mais tocada no ranking do segmento

Por Imprensa Ecad Publicado em 07/10/2026 às 15:57
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) beneficiou 15.899 compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de música com a distribuição dos direitos autorais no segmento de Festas Juninas em 2026. O número representa um crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 15.562 titulares foram contemplados. O repasse ocorre anualmente no mês de setembro, com base nas músicas captadas entre maio e agosto, período que concentra a maior parte das celebrações juninas no país.

O resultado, que registra 337 novos titulares beneficiados neste ano, reforça a importância da música nas festas de São João e o impacto desses eventos na remuneração de profissionais de toda a cadeia produtiva musical. Entre os beneficiados estão autores, intérpretes, músicos acompanhantes, editoras, produtores fonográficos, versionistas e outros titulares.

“As festas juninas são uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil e têm a música como um de seus elementos centrais. Por trás de cada obra executada estão compositores e artistas que dedicam seu talento à criação das músicas que embalam esses festejos. Garantir a remuneração por esse uso é uma forma de reconhecer e valorizar o trabalho de toda a cadeia produtiva da música brasileira”, afirma Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad.

Entre as músicas mais tocadas de 2026, considerando apenas o segmento de Festas Juninas, estão “Festa na Roça”, de Palmeira e Mario Zan, que lidera o ranking, seguida por “Esperando na Janela”, de Raimundinho do Acordeon, Targino Gondim e Manuca Almeida, e “Eu Só Quero um Xodó”, de Anastacia e Dominguinhos.

Dos valores arrecadados pelo Ecad, 85% são destinados diretamente a compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de direitos autorais. As associações de música recebem 6% para suas despesas administrativas, enquanto o Ecad fica com os 9% restantes para suas despesas operacionais.