FUTEBOL BRASILEIRO

Tite cita crise de ansiedade e fala sobre futuro: "Vou onde houver sintonia de ideias"

Ex-treinador da seleção brasileira revela pausa para cuidar da saúde mental e projeta retorno ao futebol em 2026, priorizando ambientes com alinhamento de valores.

Publicado em 08/12/2025 às 17:50
Reprodução

Tite voltou a ser centro das atenções nesta segunda-feira (10) ao participar do Prêmio Bola de Prata da ESPN. O técnico de 64 anos subiu ao palco da tradicional cerimônia para anunciar os vencedores na categoria de melhor treinador do Brasileirão: Rafael Guanaes, do Mirassol, e Lucas Piccinato, do Corinthians (feminino).

Sem clube desde sua saída do Flamengo, no fim de 2024, o ex-comandante da seleção brasileira compartilhou o impacto da crise de ansiedade que o afastou do futebol neste ano. Em entrevista coletiva, Tite explicou o motivo do afastamento e destacou a importância de cuidar da saúde mental. "O contexto de falar da crise de ansiedade que eu tive e de todos os aspectos envolvidos, precisa ter um tempo maior para falar com vocês (jornalistas)", afirmou.

"Aquilo que eu deveria agradecer, dizer 'obrigado, Papai do Céu, que eu tenha oportunidade de trabalho o tanto quanto vieram', mas da mesma forma me pressionou. Eu passei uma semana difícil. Então, isso acabou acontecendo."

Apesar do susto, o treinador garantiu estar pronto para retornar à beira do campo em 2026. "Estou legal, estou em paz e bem. Estou com meus joelhos legais, estou jogando um 'basquetinho'. Agora a vida segue, o processo segue. O futebol é apaixonante."

Questionado sobre o futuro, Tite preferiu não cravar se seguirá no futebol brasileiro ou se buscará novos desafios no exterior. "(Vou para) Onde houver sintonia de ideias de futebol, de forma de trabalhar, dos processos, eu vou estar aberto independentemente do local."

Ao projetar os próximos passos, Tite abriu o coração sobre o que espera da carreira. "Continuar com uma carreira com uma ideia de futebol equilibrado, e que tenha um processo criativo, fazendo gol, porque essa é a essência. Competitivo, de marcação, porque é necessário para vencer, mas sempre marcante. Um fair play muito marcante, um jogo limpo muito marcante, com princípios éticos que me nortearam ao longo dessa carreira toda."