Ser companheiro de Verstappen na Red Bull é o pior emprego na Fórmula 1, afirma Pérez
Mexicano revela bastidores da equipe e diz que pressão ao lado do holandês era insustentável
Atual piloto da Cadillac e ex-companheiro de Max Verstappen na Red Bull, Sergio Pérez afirmou, em entrevista ao Cracks Podcast do México, que dividir a equipe com o holandês é "o pior emprego do mundo na Fórmula 1".
Pérez e Verstappen atuaram juntos por quatro temporadas até a saída do mexicano da equipe austríaca ao final de 2024. Ao comentar sobre o período, Pérez revelou detalhes dos bastidores e a pressão interna vivida.
"Na Red Bull tudo era um problema: se eu fosse mais rápido que o Max, criava-se um clima muito tenso. Se você fosse mais lento e o Max também fosse lento, então tudo era problema", relatou o piloto.
Durante esse período, Verstappen conquistou quatro títulos mundiais consecutivos entre 2021 e 2024. Pérez viveu seu auge em 2023, quando foi vice-campeão, mas terminou em oitavo lugar na temporada seguinte, o que resultou em sua dispensa da Red Bull.
"Tínhamos a equipe para dominar o esporte pelos próximos dez anos, eu acho, mas tudo acabou. Infelizmente tudo foi destruído. Eu sabia o que enfrentava, já que o projeto era feito para o Max", lamentou o mexicano, que retorna à Fórmula 1 como titular da Cadillac.
Aos 35 anos, Pérez volta ao grid como um dos pilotos da equipe estreante Cadillac, que se torna o 11º time da categoria. Seu companheiro será o finlandês Valtteri Bottas.