CRISE NO TRICOLOR

Conselho Deliberativo do São Paulo marca votação do impeachment de Julio Casares

Sessão extraordinária será realizada em 14 de janeiro; afastamento exige maioria qualificada dos conselheiros

Publicado em 06/01/2026 às 23:00
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Conselho Deliberativo do São Paulo agendou para o dia 14 de janeiro, às 18h30, no MorumBis, a votação do pedido de impeachment do presidente Julio Casares. A convocação da reunião extraordinária foi feita na noite desta terça-feira pelo presidente do órgão, Olten Ayres de Abreu Júnior.

Durante o encontro, Casares terá a oportunidade de apresentar sua defesa diante das acusações de má gestão orçamentária, venda de atletas por valores abaixo do mercado e uso indevido de camarote.

Após a defesa, os conselheiros votarão de forma secreta e exclusivamente presencial. Para que o afastamento provisório seja aprovado, é necessário o voto favorável de dois terços do Conselho Deliberativo (177 votos).

Em até 30 dias após a decisão do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios deverá ser convocada para ratificar o resultado. Neste caso, basta maioria simples para confirmar o afastamento.

O processo foi instaurado após um requerimento com 57 assinaturas, número superior ao mínimo exigido (50). Apesar do cenário de desgaste político, opositores de Casares reconhecem a dificuldade de reunir os votos necessários, especialmente devido ao período da votação, em janeiro, quando parte dos conselheiros estará fora de São Paulo.

Olten Ayres de Abreu Júnior cumpriu o prazo legal ao convocar a reunião até o dia 23, respeitando o período de 30 dias após o recebimento do pedido.

Nesta terça-feira, Casares recebeu apoio do Conselho Consultivo, que emitiu parecer contrário ao impeachment. Embora não seja decisivo, o parecer serve como base para a discussão entre os conselheiros.

Caso o impeachment seja confirmado tanto no Conselho quanto na Assembleia, Casares será banido do clube. Se optar pela renúncia, ele permanece no Conselho Consultivo, situação semelhante à vivida pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que deixou o cargo em 2015 sob acusações de desvio de recursos.