Presidente da Federação do Irã diz que boicote será aos EUA, não ao Mundial
Mehdi Taj reafirma desejo de participar da Copa, mas propõe jogos fora dos EUA devido a tensões políticas
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, sediada pelos Estados Unidos, México e Canadá, segue envolta em incertezas. Em meio à tensão diplomática provocada pela guerra no Oriente Médio, a Federação Iraniana de Futebol sinaliza que pretende disputar o torneio. "Vamos nos preparar. Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo", declarou Mehdi Taj, presidente da entidade, em vídeo divulgado pela agência Fars.
Nesta semana, a federação informou que está negociando com a Fifa para transferir seus jogos da fase de grupos para o México. No entanto, a entidade máxima do futebol mundial demonstrou resistência à proposta e não pretende alterar o calendário do torneio.
O Irã está no Grupo G e estreia no dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. O segundo compromisso será também na Califórnia, cinco dias depois, diante da Bélgica. O último jogo da fase de grupos acontece em 27 de junho, contra o Egito, em Seattle.
Segundo país asiático para garantir a vaga na Copa após o Japão, o Irã terá sua base de treinamento em Tucson, no Arizona.
As relações entre iranianos e americanos se agravaram após uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro. O conflito no Oriente Médio acirrou ainda mais o clima entre os dois países.
Recentemente, o ex-presidente Donald Trump foi criticado ao afirmar que a seleção iraniana não deveria viajar para o torneio “por sua própria vida e segurança”. Em resposta, o governo iraniano declarou que “ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo”.