JUSTIÇA

Proprietário de clínica é ouvido em investigação sobre morte de esteticista em Marechal Deodoro

Depoimento de Maurício Anchieta permanece em sigilo; comissão de amigos cobra transparência e punição exemplar

Por Redação Publicado em 18/09/2025 às 08:04
Claudia Pollyame Arquivo

O caso da morte de Claúdia Pollyanne, esteticista de 41 anos, em uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro, ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (17). O proprietário do estabelecimento, Maurício Anchieta, foi ouvido pelas delegadas responsáveis pelo inquérito.

O teor do depoimento segue sob sigilo, e, segundo a Comissão de Amigos de Claúdia Pollyanne, só será divulgado ao término da investigação. Anchieta e sua esposa, Jéssica da Conceição Vilela, continuam reclusos no Sistema Prisional de Maceió enquanto a apuração avança.

Em nota oficial, a comissão destacou a relevância do andamento do processo e reforçou a mobilização em busca de justiça. “Claúdia Pollyanne perdeu a vida em circunstâncias chocantes, que expuseram não apenas a violência sofrida por ela, mas também a urgência em fiscalizar e combater clínicas clandestinas que operam à margem da lei”, afirmaram os amigos Guilherme Carvalho Filho e Rodrigo Rodas.

O advogado do grupo, Napoleão Lima Júnior, ressaltou que a atuação da comissão tem sido essencial para dar visibilidade ao crime. “A comissão tem sido fundamental para garantir que a memória de Claúdia não seja esquecida e que haja responsabilização exemplar dos envolvidos”, disse.

A polícia também apura a possibilidade de homicídio, a partir de um laudo necroscópico que apontou múltiplas lesões, traumatismos e o uso excessivo de medicamentos controlados no corpo da vítima. O caso segue em investigação e deve trazer novos desdobramentos nos próximos dias.