Troca de corpos no IML revolta família de alagoana morta em acidente no RJ
Erro foi descoberto em Maceió, quando familiares perceberam que caixão trazia corpo de outra vítima da colisão
O que já era uma tragédia terminou em ainda mais dor para a família da alagoana Andréa Catarina Freitas, de 49 anos, vítima de um grave acidente de trânsito na rodovia Rio-Santos, em Mangaratiba (RJ), no último dia 12. O corpo dela foi enviado trocado para Maceió e o erro só foi percebido no domingo (14), quando parentes abriram o caixão em uma funerária da capital alagoana.
Segundo os familiares, Andréa e o marido, policial militar aposentado, morreram após uma colisão frontal quando viajavam para Paraty, na Costa Verde fluminense. No acidente, também perdeu a vida Angélica de Oliveira, condutora do outro carro envolvido, cujo veículo pegou fogo após o impacto.
Os corpos das três vítimas foram recolhidos e levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis. Um irmão de Andréa esteve no local para a liberação, mas foi impedido de ver o corpo. O reconhecimento teria sido feito apenas por exame de impressão digital, a necropapiloscopia. Após os trâmites, uma empresa foi contratada para o traslado aéreo até Maceió.
No entanto, ao chegar à funerária, um parente percebeu que o corpo não era de Andréa, mas de Angélica. A suspeita foi confirmada ao comparar imagens em redes sociais. Enquanto a família esperava para iniciar o velório, descobriu-se que a alagoana havia sido enterrada no Rio de Janeiro, no lugar da outra vítima.
O caso foi registrado em boletim de ocorrência e a Justiça do Rio de Janeiro foi acionada para determinar a exumação, mas até agora não houve decisão. O IML reconheceu o erro, segundo a família.
“Andréa nasceu no Rio, mas cresceu em Alagoas, onde teve dois filhos. Voltou ao estado fluminense há cerca de um ano e, infelizmente, vivemos essa tragédia. Agora, além da dor da perda, enfrentamos a angústia dessa troca de corpos”, desabafou um dos irmãos.