ORIENTE MÉDIO

Israel rejeita o reconhecimento da Palestina pelo Reino Unido, Canadá e Austrália

Por Sputinik Brasil Publicado em 21/09/2025 às 13:47
© AP Photo / Nir Elias

Em comunicado, primeiro-ministro israelense diz que o reconhecimento é uma "recompensa ao terrorismo" e que vai continuar com a política de construir assentamentos na Cisjordânia.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou neste domingo (21) as declarações de reconhecimento do Estado da Palestina pelo Reino Unido, Canadá e Austrália. Em comunicado divulgado pela plataforma X, o órgão afirmou que a medida prejudica as chances de encontrar uma solução pacífica no futuro.

"Israel rejeita categoricamente a declaração unilateral de reconhecimento de um Estado Palestino feita pelo Reino Unido e alguns outros países. Esta declaração não promove a paz, mas, pelo contrário, desestabiliza ainda mais a região e prejudica as chances de se alcançar uma solução pacífica no futuro", afirmou o ministério.

Mais cedo, o Reino Unido, o Canadá e a Austrália anunciaram o reconhecimento do Estado da Palestina. O anúncio foi dado dias depois de um assessor do presidente francês, Emmanuel Macron, ter dito que 10 países, incluindo a França, reconheceriam a Palestina às vésperas da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 22 de setembro. Macron confirmou a informação.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que o reconhecimento de um Estado palestino pelo Reino Unido, Canadá e Austrália foi uma "enorme recompensa ao terrorismo".

"E tenho outra mensagem para vocês: isso não vai acontecer. Um Estado palestino não será estabelecido a oeste do Rio Jordão", disse Netanyahu em comunicado.

Ele acrescentou que Israel continuará a construir assentamentos na Cisjordânia, apesar das declarações de reconhecimento deste domingo.

"Durante anos, impedi a criação deste Estado terrorista, apesar da enorme pressão interna e externa. Fizemos isso de forma decisiva e politicamente sensata. Realmente dobramos os assentamentos judaicos na Judeia e Samaria, e continuaremos nesse caminho", disse Netanyahu.