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Passaporte norte-americano não está entre os 10 mais 'poderosos do mundo' pela primeira vez

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 28/10/2025 às 16:36
© Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os Estados Unidos, pela primeira vez na história, ficaram de fora do ranking dos dez passaportes mais poderosos do mundo. Saiba quem são, agora, os primeiros colocados:

Desde que o ranking da consultoria Henley & Partners começou a ser divulgado, esta é a primeira vez que o passaporte norte-americano não figura entre os dez mais poderosos do mundo.

O documento dos Estados Unidos caiu para 12ª posição, empatado com a Malásia, sendo permitida a entrada sem visto prévio em 180 destinos.

A perda de prestígio se deve, entre outras coisas, às políticas de reciprocidade aplicadas contra os EUA em decorrência da política norte-americana contra a imigração. O Brasil, por exemplo, voltou a exigir visto de turismo para cidadãos norte-americanos.

Segundo a Henley, o ranking é calculado com base no número de países que os portadores de cada passaporte podem visitar sem visto ou com visto emitido na chegada. Lideram a lista Singapura com acesso a 193 destinos, seguida por Coreia do Sul (190) e Japão (189). Já o Brasil saiu da 16ª para a 19ª posição, com entrada liberada em 169 países.

Camila Bruckschen, CEO da CB Asesoria, consultoria especializada em processos migratórios e cidadania, observa um equilíbrio nas relações de forças, com grandes potências não se sobrepondo a outros países neste quesito.

"Por muito tempo, a emissão de vistos era vista como uma via de mão única, países desenvolvidos impunham exigências e os demais aceitavam. Agora vemos o contrário: países emergentes, com turismo forte e relevância diplomática, passam a adotar medidas de reciprocidade. É uma demonstração de autonomia e equilíbrio nas relações internacionais", disse.

De acordo com ela, o ato de reciprocidade brasileiro é simbólico, e quando um país do porte do Brasil toma adota este tipo de medida, o impacto é imediato.

"Mais do que uma decisão pontual, isso afeta o posicionamento dos EUA em índices globais e sinaliza que a mobilidade internacional está cada vez mais pautada pela igualdade de tratamento entre nações", completou.

1º Singapura — acesso livre a 193 países;

2º Coreia do Sul — 190 países;

3º Japão — 189 países;

4º Alemanha, Itália, Luxemburgo, Espanha e Suíça — 188 países;

5º Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda e Países Baixos — 187 países;

6º Grécia, Hungria, Nova Zelândia, Noruega, Portugal e Suécia — 186 países;

7º Austrália, Malta, Polônia e República Tcheca — 185 países;

8º Croácia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Eslovênia, Estônia e Reino Unido — 184 países;

9º Canadá — 183 países;

10º Letônia e Liechtenstein — 182 países.