Direção do Sesc diz que Femupe fez Penedo vibrar cultura
Durante a cerimônia de encerramento, a direção do Sesc destacou os efeitos cultural, educacional e econômico do festival
Durante a cerimônia de encerramento do Festival de Música de Penedo (Femupe), na noite do último dia 25, o diretor regional do Sesc, Carlos Pessoa Junior, agradeceu a parceria da Ufal e afirmou que o Femupe é um sucesso graças a todo o trabalho e dedicação do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Marcos Moreira. “Esse sucesso é fruto do sacerdócio que o senhor emprega nessa atividade. Nada seria possível se o senhor também não tivesse todo esse cuidado”, afirmou Carlos, em resposta aos agradecimentos de Marcos ao Sesc Alagoas.
Em relação ao Sesc, Carlos destacou que a cultura é um dos pilares da instituição, que acontece, entre outros motivos, para atender à promoção social. Ele afirmou que, durante o festival, a economia de Penedo gira em torno do evento. O diretor destacou que a rede hoteleira alcançou 100% de lotação.
Os efeitos para a economia impactaram positivamente outros segmentos, a exemplo dos restaurantes. “A cultura, enquanto tema transversal, alcança, sim, diversos vetores, inclusive o econômico. A cidade de Penedo vibra cultura. E, como a senhora bem frisou [referindo-se à fala da vice-reitora da Ufal, Eliane Cavalcanti], a cultura é transformação, é transformação social, é transformação econômica”, frisou.
De acordo com Pessoa, a participação do Sesc como realizador do Femupe, junto com os parceiros, somente foi possível por meio da aprovação do projeto pelos integrantes do Conselho Regional do Sesc. Inclusive, alguns deles prestigiaram o evento. A atuação do conselho viabiliza outras transformações para a sociedade por meio de atividades relacionadas ao esporte, cultura, lazer, entretenimento, saúde, assistência e educação. “Isso é promover a qualidade de vida do trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo. Aqui, essa transformação acontece por meio da música e somente é possível em virtude de o setor produtivo acreditar que cultura salva vidas”, disse.
Homenagem
Antes da apresentação de Nando Cordel, a Ufal fez uma cerimônia para conceder a outorga do título de Doutor Honoris Causa in memoriam ao multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal. Fábio Pascoal, filho de Hermeto, recebeu a homenagem. A concessão do título é o reconhecimento acadêmico e honrífico a personalidades, docentes ou pesquisadores que se destacaram por suas contribuições à ciência, à cultura, à educação ou à humanidade em geral.
Carlos lembrou que a Unidade Sesc Arapiraca, que existe há 15 anos, homenageou o artista alagoano ao colocar seu nome em um equipamento cultural da unidade, o Teatro Hermeto Pascoal. “O nosso saudoso Hermeto Pascoal, que tive a grata satisfação de assistir, de apertar a mão dele, e que merece todas as homenagens e o nosso orgulho”, afirmou.
O Femupe contou com a participação de seis estados: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Foram realizadas 18 oficinas formativas, o que totalizou 596 inscrições e resultou em 500 certificados, somando mais de 7 mil horas de atividades validadas.
A programação artística reuniu mais de 30 atrações, celebrando a diversidade musical e o intercâmbio cultural entre artistas, estudantes e educadores. O Femupe é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sesc, Prefeitura Municipal de Penedo, Fundepes e Astec.
Público lota encerramento da 16ª edição do Femupe
O cantor Nando Cordel se apresentou no Centro de Convenções, cantou grandes sucessos e contou um pouco de sua trajetória
O Sesc apresenta, com o cantor e compositor Nando Cordel, marcou o encerramento do Festival de Música de Penedo (Femupe), no dia 25, no Centro de Convenções de Penedo. O público lotou o local, e Nando correspondeu às expectativas, embalando os fãs em vários sucessos do seu repertório. A bagagem de um artista que é responsável por mais de 2 mil músicas autorais. O Femupe é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sesc, Prefeitura Municipal de Penedo, Fundepes e Astec.
Na manhã do dia do show, o público começou a fazer a troca do ingresso solidário, ou seja, cada fã levou 1 kg de alimento não perecível, que foi doado para o Programa Sesc Mesa Brasil. Foram arrecadados mais de 400,85 kg de alimentos, que serão repassados para instituições cadastradas no programa.
Antes da apresentação de Nando Cordel, o coordenador geral do Femupe, o professor da Ufal Marcos Moreira, agradeceu a todas as pessoas que acreditam no Festival de Música de Penedo. Em relação ao Sesc, Moreira lembrou que foi o primeiro parceiro do festival. “Quando era apenas um projeto embrionário, o Sesc foi o único parceiro institucional, naquela época, mais efetivo no sentido do fomento. Para nós, esse momento é muito importante porque a gente consolida uma grande parceria: o Sesc, a Ufal e os demais parceiros. Então, se a gente não tem esses parceiros ao nosso lado, esse festival não consegue acontecer”, afirmou Moreira.
O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Alagoas, Adeildo Sotero, enalteceu o festival e destacou o papel do Sesc, da Ufal, da Prefeitura e dos demais parceiros. Na oportunidade, Sotero anunciou que o Senac, futuramente, vai inaugurar uma escola de gastronomia em Penedo. A notícia foi recebida com aplausos pelo público.
A vice-reitora da Ufal, no exercício da reitoria, Eliane Cavalcanti, reiterou a parceria da Ufal com o Sesc e fez um agradecimento direcionado ao presidente Sotero e ao diretor regional do Sesc, Carlos Pessoa Junior. Ela destacou que a programação do Femupe é resultado do trabalho de um ano inteiro. “E nessa parceria unem-se vários braços, várias mentes e grandes ideias. O maestro João Carlos, quando diz que a música transforma, a música muda. Então, por três dias, nós mudamos a cidade de Penedo”, afirmou.
Eliane disse que o Femupe consegue transformar, por três dias, cada rua de Penedo, tocar a vida das pessoas e mostrar que a arte precisa fluir. “Não necessariamente precisa estar entre paredes. Ela precisa, sim, estar no meio do povo, contagiando e mostrando o poder transformador da educação, porque a educação não fazemos apenas com livros; fazemos com música, com arte, com dança e, acima de tudo, com pessoas”, ressaltou.
O show
Ao chegar a Penedo, Nando Cordel fez questão de gravar um vídeo às margens do Velho Chico e externar a felicidade de estar na cidade. Antes de passar o som, o artista recebeu a equipe de Comunicação do Sesc e da Ufal para uma entrevista.
Na oportunidade, garantiu que o show seria interativo — e cumpriu. Destacou também o papel fundamental do Sesc, especificamente na cultura. Contextualizando como compôs algumas músicas, o público teve a oportunidade de conhecer mais sobre a história de Nando, que, além de cantar, arrancou muitas gargalhadas dos fãs com algumas curiosidades de sua vida pessoal e profissional.
Em determinado ponto do show, o público não resistiu e se levantou para dançar alguns sucessos de Nando. O artista transita desde as músicas românticas até o forró, que marcou gerações.
Femupe: oficinas de ensaios instrumentais focam a prática em conjunto
Entre as opções, os participantes puderam escolher Musicoterapia, Orquestra de Cordas, Prática de Choro, Percussão II, entre outras
A programação do Festival de Música de Penedo (Femupe) teve atividades pedagógicas, ensaios instrumentais, atividades científicas e artísticas. Nas tardes dos dias 24 e 25 aconteceram os ensaios instrumentais em diversos endereços do Centro Histórico de Penedo. Os participantes puderam se inscrever em mais de uma oficina, sendo uma pela manhã e outra no período vespertino.
O gerente de Cultura do Sesc, Luann Veiga, esclareceu que tanto a programação pedagógica quanto os ensaios instrumentais são atividades que funcionam como oficinas, ou seja, processos formativos de transmissão de conhecimento. “O que chamamos de ensaios são oficinas voltadas para grupos instrumentais específicos, como a Orquestra de Cordas. Nessas atividades, o foco é a prática em conjunto, mas sempre integradas à programação pedagógica”, afirmou.
O Teatro Sete de Setembro foi palco de diversas programações, inclusive da abertura oficial do evento. Na sexta e no sábado à tarde, houve a oficina de Musicoterapia.
Conforme o professor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e responsável por conduzir esse momento, Rodrigo Andrade, a oficina teve por finalidade esclarecer algumas dúvidas dos músicos sobre como utilizar a música como uma ferramenta terapêutica, que, inclusive, é diferente da musicoterapia propriamente dita. “A musicoterapia exige uma graduação em musicoterapia ou uma pós-graduação. Mas nada impede que a música seja utilizada como recurso terapêutico por músicos”, explicou.
A proposta da oficina foi mostrar técnicas e aplicabilidades da música e de que maneira ela pode ser utilizada em um ambiente clínico ou hospitalar. “A gente tem que trabalhar na conscientização dos alunos que estão aqui no Festival de Música de Penedo”, observou.
De acordo com Rodrigo, normalmente, os músicos são contratados para tocar em hospitais ou clínicas e, às vezes, para ensinar uma criança portadora de necessidades especiais. “Nesses casos, os músicos trabalham para reabilitar um movimento, ajudar na comunicação da criança em caso de dificuldade na oralidade, independentemente da musicoterapia”, explicou.
Segundo Rodrigo, é comprovado cientificamente que existe uma evolução de quem faz tratamento com musicoterapia. “Desde 1950, a gente tem colhido dados em pesquisas científicas que demonstram isso. Por exemplo, eu tenho uma pesquisa na USP — fiz o doutorado em 2022 — sobre musicoterapia em saúde pública, mostrando a saúde mental de estudantes com sofrimento psíquico. Às vezes, os estudantes estão com o estresse da academia, da universidade, e pensam em desistir, em voltar para suas casas. E a gente trabalhou com musicoterapia online, inclusive, durante o período pandêmico, em 2020. A gente viu que a música foi fundamental nesse período. E temos colhido e produzido muitos dados para o campo científico, demonstrando a eficiência da musicoterapia.”
Nas oficinas de Ensaios Instrumentais, os participantes do Femupe tiveram a possibilidade de escolher, além de Musicoterapia, entre as seguintes oficinas: Orquestra de Cordas, com Katarine Araújo (GO); Prática de Choro, com Alexandre Ribeiro (SP); Percussão II, com Ualex Lima (Penedo) e Jair Mendes (França); Oficina de Canto, com Sabino Martemucci (Itália); Workshop MusiLibras – Música além do som, com Irton Mário Batman (SP); e Educação Musical com Cultura Popular, com Nildo Verdelinho (AL).
O Femupe é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sesc, Prefeitura Municipal de Penedo, Fundepes e Astec.