SEGURANÇA NACIONAL

Vice-presidente dos EUA defende testes em arsenal nuclear como medida de segurança

J.D. Vance afirma que verificação do funcionamento das armas nucleares é essencial para garantir a proteção do país, em meio a tensões globais e impasse no Congresso americano.

Publicado em 31/10/2025 às 10:10

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou nesta quinta-feira, 30, que testar o funcionamento adequado do arsenal nuclear americano é uma medida fundamental para a segurança nacional.

"O presidente fala por si mesmo. Temos um grande arsenal e os russos também. Os chineses também têm um grande arsenal. Algumas vezes você tem de testá-los para se ter certeza de que estão funcionando de maneira adequada", declarou Vance em coletiva na Casa Branca.

Para o vice-presidente, garantir a operacionalidade dessas armas é parte essencial das ações do governo. "Faz parte importante da segurança nacional se ter certeza de que esse arsenal está funcionando", afirmou. "Precisamos ter certeza de que está funcionando de maneira apropriada e precisamos ter controle da situação", completou.

As declarações ocorrem após o presidente Donald Trump anunciar, na quarta-feira, 29, que instruiu o Departamento de Defesa a retomar testes com armas nucleares. No fim de semana anterior, a Rússia havia divulgado o teste de um novo míssil de cruzeiro com capacidade e propulsão nuclear.

Durante a coletiva, Vance também voltou a cobrar o fim do "shutdown" — a paralisação parcial do governo dos EUA, iniciada em 1º de outubro devido à falta de acordo no Congresso para aprovar uma solução provisória de financiamento da administração.

Ele destacou que poucos votos de democratas "razoáveis" seriam suficientes para encerrar o impasse e permitir o pagamento de controladores de tráfego aéreo, agentes da Administração de Segurança de Transportes (TSA), pilotos e outros servidores, que estão sem remuneração durante o shutdown, provocando atrasos e cancelamentos de voos.

"Tudo o que precisamos é de cinco democratas razoáveis para se unirem aos três democratas moderados e aos 52 republicanos para reabrirmos o governo", disse Vance.

O vice-presidente ainda afirmou estar "aberto a conversar com qualquer democrata sobre quaisquer questões políticas, como as do setor de saúde, políticas tributárias e regulatórias, mas não sob a mira de uma arma". Segundo Vance, o governo não é refém das demandas do Congresso.