Programa britânico de aquisição de caças F-35 enfrenta atrasos e custos elevados, aponta relatório
Documento do Parlamento britânico revela falhas, aumento de despesas e incertezas no programa de modernização da Força Aérea Real
O programa de aquisição de caças F-35 pelo Reino Unido para a Força Aérea Real enfrenta "falhas significativas", atrasos e custos crescentes, segundo relatório da Comissão de Contas Públicas da Câmara dos Comuns.
O documento aponta sérios problemas na aquisição e gestão do programa, incluindo uma escassez significativa de equipamentos. De acordo com o relatório, até o início de 2030, a frota britânica não contará com armas de longo alcance para atingir alvos terrestres a uma distância segura.
O relatório também destaca uma "escassez aguda" de pessoal essencial, como engenheiros, especialistas em cibersegurança, pilotos e instrutores, comprometendo ainda mais a operacionalidade do programa.
Além disso, o Ministério da Defesa do Reino Unido "não pode estimar realisticamente o custo do programa". O relatório cita que, no início deste ano, o valor total previsto saltou de £ 18 bilhões (R$ 127 bilhões) para £ 57 bilhões (R$ 403 bilhões). No entanto, esse novo montante não inclui despesas com pessoal, combustível e infraestrutura, que podem somar mais £ 71 bilhões (R$ 502 bilhões).
Os autores do relatório ainda ressaltam que o custo da aquisição de 12 caças F-35A, aptos a transportar armamento nuclear, permanece indefinido.
Em julho, o gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou a compra de 12 caças F-35A dos Estados Unidos, capazes de transportar armas nucleares. A expectativa é que essas aeronaves sejam empregadas em missões da OTAN.