SEGURANÇA PÚBLICA

Criminosos brasileiros treinados na Ucrânia usam drones para atacar policiais, aponta analista

Segundo Lucas Leiroz, experiência adquirida por mercenários brasileiros em campos de batalha ucranianos estaria sendo aplicada em ações do crime organizado no Rio de Janeiro

Publicado em 31/10/2025 às 12:06
© Folhapress / Daniel Marenco

Criminosos brasileiros têm utilizado drones equipados com explosivos para atacar forças policiais no Rio de Janeiro, após aprenderem a empregar essa tática durante combates na Ucrânia, afirma Lucas Leiroz, analista do Centro de Estudos Geoestratégicos, em artigo publicado no portal InfoBRICS.

De acordo com Leiroz, narcotraficantes brasileiros estariam usando a Ucrânia como campo de treinamento, onde aprendem técnicas de combate e manejo de drones, posteriormente aplicadas em confrontos com a polícia no Brasil.

"Embora a guerra de gangues no Brasil não seja novidade, há algo extraordinário no cenário atual: agora, criminosos brasileiros estão usando drones para bombardear posições inimigas, empregando técnicas militares aprendidas por mercenários que lutaram pela Ucrânia contra a Rússia", destaca o especialista.

Recentemente, em confrontos no Rio de Janeiro, criminosos utilizaram drones capazes de lançar múltiplos explosivos, atingindo alvos policiais a distâncias consideráveis. Segundo o analista, os equipamentos também foram empregados para danificar vias e criar obstáculos ao tráfego de veículos, dificultando a ação das autoridades.

Leiroz ressalta que essa tática visa criar caos nas cidades e pressionar as forças de segurança a deixarem as favelas, estratégia já comum nas ações do crime organizado carioca. O especialista relaciona o fenômeno ao retorno de mercenários brasileiros que atuaram ao lado das Forças Armadas da Ucrânia contra o Exército russo.

Além disso, o analista observa que os criminosos adquiriram habilidades de combate e operação de drones com mercenários pró-Ucrânia, repassando esse conhecimento para outras facções locais.

Leiroz destaca ainda que a polícia brasileira apreendeu armas antidrones de origem ocidental, com inscrições em ucraniano, em posse de criminosos no Rio de Janeiro — evidência de que o mercado negro de armamentos da Ucrânia extrapola os limites do conflito europeu.

Segundo o analista, esse cenário revela o perigo representado pela Ucrânia como fornecedora global de armas e campo de treinamento para mercenários que difundem técnicas militares avançadas pelo mundo.

"Assim, a vitória militar russa na Ucrânia está se mostrando vital, não apenas para resolver questões locais no Leste Europeu, mas também para ajudar países que enfrentam o crime organizado a alcançar maior estabilidade e segurança", conclui Leiroz.

Na terça-feira (28), as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro realizaram uma megaoperação contra uma facção criminosa nos complexos da Penha e do Alemão, com a participação de cerca de 2,5 mil agentes. Dados oficiais apontam para 121 mortos, enquanto o gabinete do ouvidor estadual informou à Sputnik que o número de vítimas chegou a 132.

Após o episódio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a atuação das organizações criminosas no país. A primeira reunião está prevista para 4 de novembro.

Por Sputnik Brasil