Hugo Motta defende taxação de bets para financiar segurança pública
Presidente da Câmara considera medida inteligente e prevê amplo apoio para destinar arrecadação das apostas online à área de segurança
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o aumento da taxação das bets é uma estratégia inteligente para ampliar os investimentos em segurança pública e destacou que a proposta deve contar com apoio expressivo na Câmara. As declarações foram dadas nesta sexta-feira, 31, em entrevista à emissora GloboNews.
"Com relação ao aumento da taxação das bets para financiar a segurança pública, eu penso que é uma matéria que teria, em sendo votada, amplo apoio dentro da Câmara dos Deputados. Nós entendemos que falta dinheiro sim para a segurança", afirmou Motta.
O presidente da Câmara acrescentou: "Isso só será possível se encontrarmos medidas que venham a ajudar nesse financiamento. E eu penso que essa é uma medida bastante inteligente para podermos aumentar os investimentos em segurança pública neste País."
Motta adiantou que, na próxima semana, a Câmara pretende analisar um projeto de lei que altera a destinação da arrecadação de impostos sobre as bets, direcionando os recursos para a segurança pública.
Além disso, o parlamentar informou que os líderes partidários devem discutir o cronograma de tramitação do projeto que endurece regras contra contribuintes considerados devedores contumazes. Desde a última quinta-feira, 30, a matéria tramita em regime de urgência. Segundo Motta, a proposta é prioridade na pauta da segurança.
Durante a entrevista, Motta defendeu a necessidade de "radicalizar" as ações de combate ao crime organizado e ressaltou a importância de sufocar operações financeiras de lavagem de dinheiro.
Sobre a possibilidade de equiparar crimes cometidos por facções criminosas ao terrorismo, o presidente da Câmara ponderou: "Temos que fazer uma discussão sobre a soberania nacional. Temos que levar isso em consideração. Mas também não dá para achar que nós vamos enfrentar o crime organizado sem radicalizar", concluiu.