BALANÇO FINANCEIRO

Syngenta registra queda de 6% na receita e alcança US$ 6,4 bilhões no 3º trimestre

Apesar da retração nas vendas, companhia obtém alta de 28% no Ebitda e destaca desempenho positivo no Brasil e América Latina

Publicado em 31/10/2025 às 13:13
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O Grupo Syngenta, que reúne as empresas Syngenta Crop Protection, Syngenta Seeds, Adama e Syngenta Group China, reportou receita de US$ 6,4 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O resultado representa uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as vendas somaram US$ 6,8 bilhões. Apesar da retração, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 28% na comparação anual, totalizando US$ 900 milhões.

No trimestre, as vendas da Syngenta Crop Protection cresceram 3%, atingindo US$ 3,4 bilhões. A Syngenta Seeds manteve as vendas estáveis em cerca de US$ 800 milhões, enquanto a Adama também permaneceu com US$ 900 milhões em vendas. Por outro lado, o Syngenta Group China registrou queda de 23,8%, com faturamento de US$ 1,6 bilhão.

No acumulado do ano, a Syngenta Crop Protection alcançou vendas de US$ 9,8 bilhões, um aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2024. No recorte regional dos nove meses, as vendas cresceram 6% na Europa, 7% na China, 3% na América do Norte e 2% no Brasil.

Na América Latina, contudo, o grupo registrou retração de 7% nas vendas, atribuída à estiagem no México e à queda nos preços, especialmente na Argentina, conforme comunicado da companhia.

As vendas da Syngenta Seeds no acumulado do ano subiram 3%, para US$ 3,3 bilhões, impulsionadas por um forte crescimento de 13% no Brasil e de 20% em toda a América Latina, reflexo principalmente da recuperação do milho na Argentina.

Já a Adama manteve vendas estáveis em US$ 3 bilhões nos nove meses do ano. Na América do Norte, houve avanço de 15%, enquanto na América Latina as vendas caíram 2% e, na China, cresceram 4%.

O Syngenta Group China encerrou o período com US$ 6,5 bilhões em vendas acumuladas, uma queda de 11% frente ao mesmo intervalo de 2024, devido à "redução no negócio de comercialização de grãos e à pressão de preços no mercado".

Para o restante de 2025, o Grupo Syngenta projeta "vendas estáveis e melhoras contínuas na lucratividade, mesmo diante de um mercado agrícola global desafiador, onde a rentabilidade dos agricultores segue pressionada na maioria das regiões".