INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

Volkswagen terá versões híbridas para todos os novos modelos a partir de 2026

Montadora anuncia produção de híbrido flex em São Bernardo do Campo e prevê investimentos de R$ 20 bilhões na América do Sul até 2028

Publicado em 31/10/2025 às 13:17
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Correção: A matéria publicada anteriormente trazia uma informação incorreta no primeiro parágrafo. A Volkswagen não confirmou que produzirá em São Bernardo do Campo o seu primeiro híbrido flex, mas sim um dos primeiros modelos com essa tecnologia. Confira abaixo o texto corrigido.

A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira, 31, que a partir do próximo ano todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos pela marca alemã na América do Sul contarão com versões híbridas. A montadora também confirmou que vai fabricar em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, um de seus primeiros modelos híbrido flex — cuja motorização a combustão interna pode ser abastecida tanto com etanol quanto com gasolina.

O portfólio da Volkswagen abrangerá desde híbridos leves, nos quais um pequeno motor elétrico auxilia o motor a combustão, até híbridos plug-in, em que a bateria do propulsor elétrico pode ser recarregada na tomada. A empresa recebeu crédito de R$ 2,3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o desenvolvimento de novas tecnologias de eletrificação. O montante inclui também linhas do BNDES para apoio às exportações e recursos destinados a projetos de tecnologias avançadas de assistência ao condutor (ADAS, na sigla em inglês).

O anúncio foi realizado durante cerimônia na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, que contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A Volkswagen está investindo R$ 20 bilhões na América do Sul até 2028, sendo R$ 16 bilhões aplicados apenas no Brasil. O ciclo de investimentos prevê o lançamento de 21 novos veículos para a região, dos quais dez já foram apresentados ao mercado.

"A partir de 2026, todo novo Volkswagen desenvolvido pela nossa engenharia e fabricado na região América do Sul terá versões eletrificadas. Teremos uma solução completa, democratizando a eletrificação e o acesso a tecnologias avançadas de segurança, conectividade e inteligência artificial", afirmou Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil.

Segundo Aloizio Mercadante, o apoio do BNDES à inovação é central na política industrial do governo federal. "Uma indústria mais inovadora, capaz de desenvolver tecnologias aliadas à descarbonização no setor automotivo, é uma indústria que olha para o futuro. E o futuro é a transição energética", destacou o presidente do BNDES.

O setor automotivo, por sua integração com outros segmentos, tem, conforme Mercadante, papel decisivo no processo de reindustrialização do país — ou "neoindustrialização", como prefere denominar o governo federal.

Mercadante avaliou ainda que a tecnologia de propulsão híbrida representa o futuro da mobilidade no Brasil, já que o país dispõe tanto de uma ampla rede de distribuição de combustíveis quanto de oferta de biocombustíveis.