SEGURANÇA PÚBLICA

Sete integrantes do Comando Vermelho morrem em confronto com a Polícia Militar no Ceará

Ação ocorreu em Canindé, resultou na apreensão de armas e drogas, e foi elogiada pelos governadores do Ceará e do Rio de Janeiro

Publicado em 31/10/2025 às 13:45
Reprodução / internet

Sete suspeitos de integrar o Comando Vermelho morreram durante um confronto com a Polícia Militar do Ceará na madrugada desta sexta-feira, 31, em Canindé, no bairro Campinas. A operação resultou ainda na apreensão de oito armas de fogo — incluindo um fuzil, quatro pistolas e três revólveres —, mais de 150 munições e drogas, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado.

Segundo a Polícia Militar, a ação foi desencadeada após informações de inteligência apontarem que suspeitos planejavam ações criminosas na região. Por volta das 3 horas da manhã, os policiais se depararam com homens armados, que reagiram à abordagem disparando contra as viaturas e lançando dois artefatos explosivos em via pública.

“A fim da garantia da legítima defesa, as composições reagiram à agressão. E, após cessar o confronto, sete homens, ainda não identificados formalmente, foram localizados e socorridos a uma unidade hospitalar, onde foram a óbito”, comunicou a Secretaria da Segurança Pública.

As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Canindé, unidade da Polícia Civil do Ceará.

Nas redes sociais, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), elogiou a atuação da Polícia Militar. “Nenhum policial morto. Nenhum inocente alvejado. A população está protegida. Parabéns à nossa Polícia Militar do Ceará!”, declarou.

A operação também foi destacada pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que parabenizou a atuação do governo cearense. Na última terça-feira, 28, uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, resultou em 21 mortos.

“Parabenizo os policiais do Ceará e o governador Elmano de Freitas (PT) pela coragem e determinação no enfrentamento ao crime organizado”, afirmou Castro.