MEIO AMBIENTE

Rio prevê expansão da rede pública de recarga para veículos elétricos

Prefeitura anuncia instalação de 15 novos postos de recarga rápida até 2028 em parceria com entidades internacionais

Publicado em 31/10/2025 às 14:47

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a ampliação da infraestrutura pública de recarga para veículos elétricos, com a previsão de instalar 15 novos postos de recarga rápida até 2028. O projeto é resultado de uma parceria com a C40 Cities, rede global de prefeitos engajados no enfrentamento da crise climática, e com The Climate Pledge (TCP), por meio da iniciativa internacional Laneshift.

O anúncio foi realizado nesta sexta-feira (31), durante o evento Rio avança no transporte de carga zero emissão para um futuro sustentável, no Porto Maravalley, em Santo Cristo, região central da cidade.

A parceria entre o setor público e privado envolve sete empresas dos segmentos de transporte, logística e manufatura. Desde julho, a C40 apoia um projeto demonstrativo de infraestrutura de recarga, com a inauguração de dois eletropostos da EZVolt: o Eletroposto Carioca, na Barra da Tijuca, considerado o primeiro hub público do país, e o da Avenida Brasil, que funciona como laboratório urbano até dezembro deste ano. Os dados coletados nessas unidades servirão de base para a implantação dos 15 novos eletropostos no Rio de Janeiro.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, a demanda por veículos elétricos vem crescendo e o “aumento da frota elétrica é uma tendência global”.

“A cidade precisa se adaptar a essa realidade. Isso significa menos poluição, menos ruído e mais qualidade de vida. Mas as pessoas só mudam de hábito quando percebem diferença econômica. O investimento inicial é maior, porém, ao longo do tempo, há retorno com a economia de combustível”, afirmou Lima.

O transporte rodoviário no Rio de Janeiro responde por 35,9% das emissões de gases poluentes, segundo a prefeitura.

A prefeitura também destaca que “a concentração média anual de partículas inaláveis, provenientes da queima de combustíveis fósseis de veículos a diesel, poeira e queimadas, varia entre 11 e 17 µg/m³, acima do limite de 10 µg/m³ recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

De acordo com a C40, a Laneshift é um programa internacional dedicado à descarbonização do transporte de carga em cidades da América Latina e Índia, oferecendo assistência técnica e apoio a políticas públicas para acelerar a transição para veículos de zero emissão.

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