DIPLOMACIA EMPRESARIAL

Lula cumprimenta Joesley e Wesley Batista após encontro com Trump

Presidente teve breve conversa com empresários da J&F na Malásia, após reunião com Donald Trump; empresários atuaram na aproximação entre líderes

Publicado em 31/10/2025 às 15:12
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimentou e conversou brevemente com os empresários Joesley e Wesley Batista, controladores do grupo J&F, durante passagem pela Malásia, logo após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A interação ocorreu após Lula discursar para empresários brasileiros e malaios em um fórum empresarial realizado no hotel Renaissance, em Kuala Lumpur. Ao deixar o auditório, o presidente foi aplaudido por um grupo de empresários e funcionários da Apex Brasil.

Na sequência, Lula se dirigiu aos irmãos Batista, donos da J&F – holding que controla a JBS, maior empresa de proteína animal do mundo – e manteve uma breve conversa. Vale lembrar que a J&F realizou uma doação de US$ 5 milhões ao comitê de inauguração presidencial de Trump, pós-campanha.

O encontro foi registrado pelo jornal Estadão, apesar da tentativa dos seguranças de impedir o registro visual do momento.

Após o encontro, Joesley Batista afirmou que o presidente Lula “trata bem a todos” e destacou seu papel na diplomacia empresarial, fundamental para destravar os contatos entre Lula e Trump.

Segundo Joesley, ele foi “falar bem do Brasil” a Trump, já que, de acordo com suas palavras, “infelizmente, tem outros que não fazem”, como relatou ao Estadão.

O empresário também intermediou outros contatos entre autoridades do governo Trump, como Susie Wiles, chefe de gabinete de Trump, e Richard Grenell, enviado especial do então presidente americano. Joesley preferiu não detalhar o teor dessas conversas.

Joesley esteve em Nova York quando Lula e Trump interagiram pela primeira vez, nos bastidores da ONU, e também se reuniu, durante a semana de alto nível das Nações Unidas, com Richard Grenell, peça-chave na aproximação entre Lula e o governo americano.

Como revelou o Estadão, Grenell realizou uma missão sigilosa ao Rio de Janeiro, onde manteve encontros reservados com nomes de destaque da diplomacia brasileira, como o chanceler Mauro Vieira e o assessor especial Celso Amorim.