JUSTIÇA

CNJ vai mapear organizações criminosas que atuam no país, diz Fachin

Presidente do STF afirma que levantamento vai subsidiar políticas de combate ao crime organizado após megaoperação no RJ

Publicado em 31/10/2025 às 15:35

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou nesta sexta-feira (31) que o CNJ irá mapear as organizações criminosas em atuação no Brasil.

Mais cedo, Fachin participou da instalação de varas de combate à violência contra a mulher em Bauru, no interior de São Paulo.

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Em meio à repercussão das mais de 120 mortes registradas durante a Operação Contenção, deflagrada pelas polícias do Rio de Janeiro para combater integrantes do Comando Vermelho (CV), Fachin destacou que o mapeamento contribuirá para a elaboração de estratégias mais eficazes de repressão ao crime organizado.

“O Poder Judiciário está atento a isso e atuando fundamentalmente em duas frentes. A primeira delas é no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Nós estamos desenvolvendo e, em breve, teremos o mapa das organizações criminosas do Brasil: donde provêm, onde estão, quais seus principais pontos de interesse, para que, a partir de dados e evidências, todo o sistema de Justiça — incluindo, de modo especial, as polícias e a Polícia Federal — possa ter melhores políticas de combate às organizações criminosas”, afirmou.

Direitos Humanos

O ministro ressaltou ainda que o Supremo defende a proteção dos direitos humanos como uma medida fundamental de segurança pública.

"Onde há uma organização criminosa, há uma conexão, que começa dentro dos estabelecimentos penitenciários. É esse elo que precisa ser cortado", completou.

ADPF das Favelas

Os desdobramentos da Operação Contenção são acompanhados pelo STF por meio do processo conhecido como ADPF das Favelas, no qual a Corte já determinou medidas para combater a letalidade policial na capital fluminense.

Na última quarta-feira (29), o ministro Alexandre de Moraes solicitou que o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, preste esclarecimentos sobre a operação.

Moraes também agendou uma audiência para a próxima segunda-feira (3), no Rio de Janeiro, para tratar do tema.