Haddad rebate críticas de Caiado sobre atuação federal na fronteira e acesso ao Coaf
Ministro da Fazenda destaca protocolos de sigilo e defende cooperação institucional para combate ao crime organizado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aproveitou a entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (data a ser atualizada) em São Paulo, durante a apresentação da Operação Fronteira, para responder às críticas do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), sobre a atuação do governo federal nas fronteiras e a suposta dificuldade de acesso às informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
“As informações do Coaf são do Coaf. Até eu tenho dificuldade de acessá-las porque existe um protocolo. Para isso, há a cooperação: quando se firmam convênios, ocorre a troca de informações”, explicou Haddad, ressaltando a importância do respeito aos trâmites legais.
O ministro também defendeu a necessidade de preservar o sigilo das informações fiscais. “Imagine se um ministro de Estado pudesse acessar a declaração de renda das pessoas. Isso não pode acontecer. O ministro é um agente político, não pode ter acesso a informações sigilosas. Para isso existe o serviço público, uma carreira de Estado, independentemente de quem esteja no governo”, afirmou.
Haddad destacou ainda o papel do serviço público na proteção do cidadão que age conforme a lei. “Quando descobre ilícitos ou indícios de irregularidade, o servidor comunica à autoridade competente para investigar e, se necessário, denunciar quem infringiu a lei. É assim que o Estado funciona. O Coaf segue protocolos de segurança para que as pessoas não sejam expostas, salvo em casos de ilícitos”, reforçou, lembrando que esses protocolos valem para todos os órgãos.
Por fim, o ministro afirmou que o Estado de Goiás dispõe de muitas informações e que a cooperação entre as esferas de governo é fundamental para o enfrentamento ao crime organizado e à corrupção. “Quanto mais cooperarmos, mais eficaz será o combate ao crime organizado e à corrupção”, concluiu Haddad, ao responder diretamente ao governador goiano e reiterar que a União tem atuado de forma efetiva nas fronteiras.