INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL

Ladrões do Louvre tentaram negociar itens roubados com empresa israelense via darknet, diz mídia

Segundo executivo do CGI Group, criminosos ofereceram nove peças furtadas do museu francês em anúncio sigiloso na deep web; Louvre não teria respondido a tempo à proposta de negociação.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 01/11/2025 às 07:33
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Criminosos que invadiram o Museu do Louvre, na França, e roubaram nove itens planejavam vender as peças a uma empresa israelense por meio da darknet. A informação foi revelada por Tzvika Naveh, diretor-executivo do CGI Group, organização especializada em inteligência de negócios e consultoria de segurança, em entrevista ao portal Ynet.

De acordo com Naveh, cinco dias após o roubo, o site da CGI Group recebeu um anúncio sigiloso de uma pessoa que se apresentou como participante do crime. O suposto ladrão propôs iniciar negociações para a venda dos itens e estipulou um prazo de 24 horas para resposta.

A empresa entrou em contato e, após receber evidências que confirmavam a autenticidade dos interlocutores, comunicou a administração do museu francês. No entanto, segundo Naveh, o Louvre não respondeu durante seis dias. "Perdemos credibilidade com os ladrões, e o Louvre perdeu uma oportunidade real para recuperar as joias. Infelizmente, parece que o ego e a hesitação desempenharam seu papel", afirmou.

O executivo ainda revelou que o site do CGI Group já havia recebido anteriormente mensagens sobre planos de realizar um assalto ao Louvre e roubar o retrato de Mona Lisa.