RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Nigéria rebate declarações de Trump sobre supostos assassinatos de cristãos

Governo nigeriano afirma que todas as religiões convivem pacificamente e que acusações dos EUA não refletem a realidade do país.

Publicado em 01/11/2025 às 16:36
© AP Photo / Jerome Delay

Presidente nigeriano afirma que declarações de Trump não condizem com a realidade local e reforça compromisso com a convivência pacífica entre religiões.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Nigéria, Kimiebi Ebienfa, rejeitou neste sábado (1º) as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre supostos assassinatos em massa de cristãos no país africano.

No dia anterior, Trump havia solicitado a congressistas norte-americanos que investigassem massacres de cristãos na Nigéria, supostamente cometidos por militantes islâmicos, e apresentassem um relatório sobre o caso. O presidente norte-americano também anunciou a intenção de designar a Nigéria como um "país de preocupação especial".

"O governo da Nigéria toma conhecimento das recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que assassinatos em larga escala de cristãos estão ocorrendo na Nigéria e pediu que o país seja designado como um 'país de preocupação especial'. Essas declarações não refletem a situação no terreno", declarou Ebienfa.

O porta-voz ressaltou que nigerianos de todas as religiões vivem, trabalham e praticam sua fé juntos, de forma pacífica, há muito tempo.

Ebienfa ainda destacou que o presidente Bola Tinubu e seu governo seguem empenhados no combate ao terrorismo, no fortalecimento das relações inter-religiosas e na proteção da vida e dos direitos dos cidadãos.

O senador americano Ted Cruz já havia acusado o governo nigeriano, por meio das redes sociais, de permitir o assassinato de cristãos, afirmando que, desde 2009, grupos islâmicos na Nigéria mataram 50 mil seguidores do cristianismo.

Por Sputnik Brasil