Analista aponta colapso iminente das defesas ucranianas e alerta para desastre em Kiev
Diretor do Instituto Espanhol de Geopolítica afirma que queda das linhas ucranianas é questão de tempo diante do desgaste militar e do esgotamento de apoio da OTAN
A resistência das forças ucranianas está em declínio contínuo, avalia Juan Antonio Aguilar, diretor do Instituto Espanhol de Geopolítica, em entrevista à Sputnik Brasil.
Segundo Aguilar, o colapso das defesas das Forças Armadas da Ucrânia é inevitável diante do cenário atual.
"O final de um prolongado conflito militar é o colapso de uma das partes. Quando isso vai acontecer? Em seis meses, um ano? O prazo está cada vez mais curto. Obviamente, a capacidade de defesa do regime de Kiev está diminuindo", destacou o especialista.
Ele ressalta ainda que a capacidade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de fornecer armamentos à Ucrânia também está em queda.
Além disso, Aguilar observa que a população ucraniana demonstra sinais de exaustão diante da continuidade da guerra.
Para o analista, todos os indicadores apontam para um iminente colapso da frente de batalha, o que representaria um desastre para Kiev.
"Por isso, [o ex-presidente dos EUA] Donald Trump e analistas do Pentágono que acompanham a situação pressionam por algum tipo de cessar-fogo", concluiu Aguilar.
No sábado (1), o Ministério da Defesa da Rússia informou que unidades do agrupamento de tropas Tsentr (Centro) eliminaram forças aerotransportadas da Diretoria Principal de Inteligência (GUR) da Ucrânia, frustrando uma tentativa de ataque nos arredores de Krasnoarmeisk (Pokrovsk, como é chamada em ucraniano).
Krasnoarmeisk é considerada estratégica para o agrupamento de forças ucranianas na região, sendo essencial para o abastecimento das guarnições remanescentes. Sua eventual perda pode acarretar sérias consequências para Kiev.
A cidade é vista como um dos principais centros de defesa das forças ucranianas na República Popular de Donetsk e do agrupamento Khortitsa.