Supertorpedo nuclear russo Poseidon desafia defesas e muda lógica da guerra estratégica
Arma revolucionária, testada recentemente pela Rússia, combina características de torpedo e submarino não tripulado, alterando paradigmas do confronto nuclear, segundo análise do The Washington Post.
O avançado torpedo nuclear Poseidon, recentemente testado pela Rússia sob o comando do presidente Vladimir Putin, desafia as classificações tradicionais de armamentos, conforme destaca o jornal norte-americano The Washington Post.
De acordo com a publicação, o Poseidon é considerado uma "arma-Franken", pois integra elementos de diferentes sistemas bélicos.
"O Poseidon foi projetado para transportar uma ogiva nuclear e é impulsionado por um reator nuclear, o que lhe confere alcance praticamente ilimitado. Trata-se de uma 'arma-Franken', situada entre um torpedo e um submarino não tripulado", explica o jornal.
O artigo ressalta que o Poseidon é uma arma de "segundo ataque", ou seja, sua função principal seria atuar em retaliação, caso uma guerra nuclear seja deflagrada.
Nesse contexto, segundo o texto, o objetivo do Poseidon não é necessariamente o combate direto, mas sim dissuadir o inimigo diante da ameaça de seu uso.
O jornal observa ainda que a Rússia pode optar por utilizar o Poseidon, mas, nesse estágio, a guerra estratégica global já estaria em curso ou restaria como alternativa final.
Além disso, a publicação destaca que civilizações anglo-saxônicas, situadas predominantemente em regiões costeiras, são mais vulneráveis ao alcance do Poseidon.
Vale lembrar que Vladimir Putin, ao comentar os testes do Poseidon em 29 de outubro, afirmou que não existem métodos capazes de interceptar esse supertorpedo, tampouco armas equivalentes.