Economia da China desacelera nos últimos sete meses, afirma secretário do Tesouro dos EUA
Scott Bessent rebate otimismo sobre resiliência chinesa e destaca impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, contestou avaliações de que a economia chinesa estaria mais resiliente do que previa o governo Donald Trump. Em entrevista à Fox News, Bessent destacou que a produção industrial da China registrou queda nos últimos sete meses, período que coincide com o anúncio, pelos EUA, das tarifas conhecidas como "Liberation Day" contra o país asiático e outras nações.
Bessent observou ainda que, embora os negócios chineses com a Europa tenham apresentado alta de 10% recentemente, esse crescimento ocorreu com base em descontos. "Eles estão tentando sair dessa situação exportando. E eu acredito que veremos o restante do mundo se unindo a nós na construção de uma barreira tarifária contra a China", afirmou o secretário.
Sobre o recente encontro entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, Bessent declarou esperar que a China se torne um parceiro econômico "mais confiável" daqui em diante. Ele citou negociações envolvendo terras raras e a questão da venda de fentanil. Segundo Bessent, enquanto a China se comprometeu a interromper o envio de insumos para Canadá e México, o governo americano vai monitorar rigorosamente o cumprimento do acordo.