EMERGÊNCIA NAS FILIPINAS

Mais de 70 mil pessoas são evacuadas com aproximação de tufão nas Filipinas

Autoridades intensificam medidas de segurança e retiram moradores de áreas de risco enquanto o Tufão Kalmaegi avança pelo Pacífico; previsão indica chuvas intensas e ondas de até 3 metros.

Publicado em 03/11/2025 às 09:01
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Autoridades das Filipinas ordenaram a evacuação de mais de 70 mil pessoas de áreas costeiras e proibiram a saída de embarcações para o mar na região centro-leste do país nesta segunda-feira, 3, devido à aproximação do Tufão Kalmaegi. O alerta foi emitido diante da previsão de chuvas torrenciais e ondas de tempestade que podem chegar a 3 metros de altura.

O Tufão Kalmaegi, conhecido localmente como Tino, foi localizado a cerca de 235 quilômetros a leste da cidade de Guiuan, na província de Samar Oriental, com ventos sustentados de até 120 km/h e rajadas que alcançam 150 km/h. A expectativa era de que o fenômeno atingisse a costa ainda nesta segunda-feira.

Segundo as previsões, Kalmaegi deve avançar para o oeste durante a noite e ao longo da terça-feira, 4, atingindo as províncias das ilhas centrais, incluindo Cebu. A região ainda se recupera de um terremoto de magnitude 6,9 registrado em 30 de setembro, que deixou pelo menos 79 mortos e milhares de desabrigados após o colapso ou danos severos em residências.

O governador de Samar Oriental, RV Evardone, informou que as ordens de retirada obrigatória começaram a ser cumpridas nesta segunda-feira, com apoio de tropas do Exército, Polícia, Corpo de Bombeiros e equipes de defesa civil. Os moradores das cidades costeiras de Guiuan, Mercedes e Salcedo foram direcionados a centros de evacuação ou a edificações de concreto consideradas seguras para suportar o impacto do tufão.

As áreas costeiras permanecem em alerta máximo devido à possibilidade de ondas de maré de até 3 metros, segundo Evardone. Outras províncias insulares próximas também iniciaram a remoção de moradores de vilarejos, enquanto as agências de resposta a desastres, incluindo a guarda costeira, foram colocadas em prontidão.

O histórico da região inclui a passagem do Tufão Haiyan, em novembro de 2013, considerado um dos ciclones tropicais mais devastadores já registrados. Haiyan atingiu Guiuan, destruiu cerca de um milhão de casas e deixou mais de 7,3 mil mortos ou desaparecidos em todo o país.

As Filipinas enfrentam, em média, 20 tufões e tempestades por ano, além de serem frequentemente atingidas por terremotos e possuírem mais de uma dúzia de vulcões ativos, o que torna o país um dos mais vulneráveis a desastres naturais no mundo. (Com informações da Associated Press)