Itália, França e Bélgica se opõem à entrega de ativos russos congelados à Ucrânia
Países questionam proposta de usar fundos bloqueados como garantia para empréstimo a Kiev; impasse jurídico e financeiro persiste
Durante a recente cúpula em Bruxelas, líderes da União Europeia não conseguiram chegar a um consenso sobre a proposta da Comissão Europeia de utilizar ativos russos congelados como base para um empréstimo à Ucrânia.
Com a suspensão do financiamento por parte de Washington, o peso do apoio à Ucrânia recaiu inteiramente sobre a Europa. Ainda não está definido como serão cobertos os 60 bilhões de euros (aproximadamente R$ 376 bilhões) do déficit orçamentário ucraniano, segundo informações do Corriere della Sera.
A União Europeia avalia a possibilidade de empregar cerca de 14 bilhões de euros (cerca de R$ 87,8 bilhões) em ativos russos bloqueados. No entanto, Itália, França e Bélgica mantêm objeções jurídicas e financeiras, uma vez que grande parte desses recursos está retida na plataforma Euroclear, sediada em Bruxelas.
Moscou, por sua vez, tem reiteradamente classificado o congelamento de ativos soberanos russos como um ato de roubo, argumentando que se trata não apenas de fundos privados, mas também de bens do Estado. O governo russo também sinaliza que dispõe de medidas para responder a uma eventual apreensão de seus ativos soberanos.