Petróleo encerra em leve alta após Opep+ sinalizar manutenção da produção com ajuste em dezembro
Após anúncio de pequeno aumento de oferta para dezembro, Opep+ indica que manterá níveis de produção em 2026; mercado reage com cautela e preços têm variação marginal
O petróleo fechou em alta marginal na primeira sessão de novembro, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciar um pequeno aumento de oferta para dezembro e sinalizar que pretende manter os níveis de produção no início de 2026.
O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com valorização de 0,11% (US$ 0,07), cotado a US$ 61,05 o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 0,19% (US$ 0,12), fechando a US$ 64,89 o barril.
Após registrar queda acumulada em novembro, os contratos reagiram de forma limitada ao sinal da Opep+ de que pretende interromper a entrega adicional de barris entre janeiro e março, após o aumento de 137 mil barris previsto para dezembro.
"A decisão ajudou o petróleo bruto dos EUA a começar a semana em alta, embora os compradores ainda pareçam hesitantes em romper níveis técnicos importantes", avaliou Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote. "A faixa de US$ 62 a US$ 62,15 por barril – que inclui a pequena retração de Fibonacci de 23,6% da queda de junho a outubro e a média móvel de 50 dias – provavelmente continuará sendo um teto difícil por enquanto", completou.
Para Jean Salisbury, analista do BofA, embora a Opep atribua a pausa de três meses à sazonalidade (menor demanda no primeiro trimestre), "isso certamente sugere que a Opep+ reconhece o excesso de oferta e provavelmente indica que não deseja que os preços do petróleo recuem muito (ou seja, abaixo de US$ 50)". Segundo ela, esse possível "piso" deve ser visto de forma positiva pelos investidores.
Paralelamente, o mercado também acompanhou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou, em entrevista, não acreditar que os EUA se envolverão em uma guerra contra a Venezuela. Trump, no entanto, avaliou que os dias de Nicolás Maduro como presidente venezuelano estão contados.