BALANÇO TRIMESTRAL

Lucro líquido normalizado da TIM cresce 50% no 3º trimestre de 2025 e atinge R$ 1,208 bilhão

Operadora registra maior lucro de sua história impulsionada pelo segmento pós-pago, controle de custos e redução de despesas tributárias

Publicado em 03/11/2025 às 19:46
Tânia Rego / Agência Brasil

A TIM registrou um aumento de 50% no lucro líquido normalizado do terceiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,208 bilhão — o maior valor já registrado pela operadora.

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento do negócio de internet móvel, especialmente no segmento pós-pago. A empresa também destacou a adoção de medidas de controle de custos e ganhos de eficiência operacional, o que contribuiu para a melhora da margem. Outro fator positivo foi a redução da despesa com imposto de renda, resultado da maior distribuição de juros sobre o capital próprio no período.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado subiu 7,2% no trimestre, totalizando R$ 3,469 bilhões. A margem Ebitda avançou 1,3 ponto percentual e chegou a 51,7%. O critério 'normalizado' exclui receitas e despesas consideradas não recorrentes pela TIM.

A receita líquida cresceu 4,5% no trimestre, atingindo R$ 6,711 bilhões.

A receita com serviços móveis aumentou 5,2%, para R$ 6,203 bilhões.

No segmento pós-pago, a receita avançou 10,9%, com a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) chegando a R$ 44,1, alta de 1,9%. Segundo a operadora, o crescimento foi sustentado pela migração de clientes do pré-pago para o pós-pago, reajustes de preços e baixas taxas de desconexão.

Já a receita de pré-pago recuou 8,9%, enquanto o ARPU caiu 2,1%, para R$ 14,6. A TIM atribuiu as quedas ao menor volume de recargas e à migração de clientes para outros segmentos.

A receita com venda de produtos diminuiu 5,4%, para R$ 177 milhões, reflexo da estratégia de focar em segmentos de maior valor agregado.

No segmento fixo, a receita caiu 0,7%, para R$ 331 milhões. A TIM Ultrafibra registrou queda de 2,4%, com o ARPU atingindo R$ 94,7, recuo de 4,4%, reflexo de um mercado de banda larga ainda altamente competitivo, segundo a companhia.

Os custos operacionais normalizados aumentaram 1,8%, para R$ 3,242 bilhões. Apesar da alta, os custos cresceram menos que a inflação e que a receita líquida, o que favoreceu o ganho de margem.

Os gastos com comercialização caíram 4,8%, influenciados pela redução dos desembolsos com publicidade (em 2024, os gastos foram maiores devido ao patrocínio ao Rock in Rio). As despesas gerais e administrativas recuaram 11,2%, reflexo da diminuição nos gastos com serviços terceirizados e do desconto obtido em acordo com um fornecedor de projetos de TI.

O resultado financeiro normalizado (saldo entre receitas e despesas financeiras) gerou uma despesa de R$ 445 milhões, queda de 3,2% no trimestre.

A linha de imposto de renda e contribuição social ficou em apenas R$ 13 milhões, retração de 92,2%.

A TIM aumentou seus investimentos no trimestre, chegando a R$ 974 milhões, em função do menor desembolso no trimestre anterior e alinhado à meta anual. O fluxo livre de caixa subiu 8,1%, totalizando R$ 1,738 bilhão. A companhia encerrou o ano com dívida líquida de R$ 10,411 bilhões e alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) de 0,79 vez.

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