Taxas de juros devem registrar oscilações moderadas na véspera do Copom
Sessão deve ser marcada por baixa volatilidade, com investidores atentos à decisão do Copom e a indicadores econômicos nacionais e internacionais
O mercado futuro de juros projeta uma sessão de oscilações moderadas nesta terça-feira, influenciado por uma agenda econômica pouco expressiva e pela proximidade da decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom). O principal destaque doméstico do dia é a divulgação dos dados da produção industrial brasileira referentes a setembro. No cenário internacional, as atenções se voltam para o relatório de empregos Jolts, também relativo a setembro.
"Hoje iniciamos mais um dia de agenda econômica pouco relevante, onde a divulgação da PIM, mesmo com um número fora do consenso, não deve alterar significativamente a precificação da curva", avalia Luís Felipe Laudisio, cogestor da mesa de títulos públicos da Warren. Ele também destaca a importância da votação do PL da Reforma da Renda e do edital do leilão de pós-fixados, que ofertará títulos com vencimento em 2030, 2035 e 2060.
No exterior, observa-se um movimento de realização de lucros nas bolsas americanas. O dólar avança frente à maioria das moedas, enquanto os retornos dos Treasuries recuam, devolvendo parte dos ganhos da véspera. O ambiente internacional segue marcado por incertezas quanto à política monetária do Federal Reserve e pelo shutdown do governo dos Estados Unidos, que já dura 35 dias.
Em relação ao Copom, o consenso do mercado é de manutenção da taxa Selic em 15% na reunião desta quarta-feira. No entanto, cresce a expectativa de que o comitê, formado pelos diretores do Banco Central, sinalize a preparação para o início do ciclo de cortes de juros, possivelmente por meio da retirada do termo "bastante" na comunicação sobre a manutenção dos juros em patamar restritivo por período prolongado.