Putin ordena plano para impulsionar mineração e produção de metais raros no Extremo Oriente
Presidente russo determina roteiro estratégico para extração de terras raras, criação de parques industriais e fortalecimento logístico e financeiro na região do Ártico e Extremo Oriente
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou nesta terça-feira (4) uma série de medidas estratégicas para fomentar o desenvolvimento econômico do Extremo Oriente e da região do Ártico, conforme comunicados oficiais do Kremlin.
Segundo a nota divulgada, Putin instruiu o governo russo a aprovar, até 1º de dezembro, um plano de ação de longo prazo para a extração e produção de metais raros e terras raras.
"O governo russo [...] está instruído a tomar medidas para garantir o desenvolvimento de centros de transporte multimodal e logística no Distrito Federal do Extremo Oriente e para melhorar a eficiência de suas operações, [...] garantindo seu início de operação em 2026", informou o Kremlin.
O presidente também ordenou a criação de pelo menos dez parques industriais, tecnológicos e empresariais no Extremo Oriente e nas áreas do Ártico até 2030, com o objetivo de abrigar pequenas e médias empresas.
Outra diretriz envolve o setor financeiro: o governo, em conjunto com o Banco Central da Rússia, deverá apresentar propostas para a criação de um centro financeiro no Extremo Oriente.
Putin ainda determinou a implementação de medidas para facilitar a aquisição de moradias, desenvolver programas de saúde voltados ao crescimento populacional sustentável, garantir regimes preferenciais, incorporar novas tecnologias no Extremo Oriente e no Ártico e ampliar centros logísticos nas fronteiras com a China e a Coreia do Norte.
As terras raras, compostas por um grupo de 17 elementos químicos de extração complexa, são essenciais para a produção de ímãs, motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e tecnologias empregadas na indústria de defesa.
De acordo com a Agência Internacional de Energia, a demanda global por terras raras deve crescer significativamente até 2040, impulsionada pela transição energética, tornando o setor um ponto estratégico de disputa geopolítica entre grandes potências.
Por Sputinik Brasil