TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Número de mortos ultrapassa 90 após passagem do tufão Kalmaegi nas Filipinas

Cebu foi a província mais afetada, com 76 vítimas; mais de 150 mil pessoas ficaram desalojadas após enchentes históricas

Publicado em 05/11/2025 às 07:43
Reprodução / Agência Brasil

Pelo menos 93 pessoas morreram em decorrência da passagem do tufão Kalmaegi pelas Filipinas, segundo atualização da Defesa Civil do país nesta quarta-feira, 5. As grandes cidades foram duramente atingidas pelas inundações, mas, de acordo com as autoridades, as águas já recuaram na maior parte do território.

Moradores iniciaram os trabalhos de limpeza logo nas primeiras horas do dia. A força da correnteza arrastou carros, caminhões e até grandes contêineres pelas ruas, enquanto a água subia até a altura das casas. Muitas pessoas ficaram ilhadas em telhados, aguardando resgate. Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de desaparecidos ou desabrigados, mas mais de 150 mil pessoas precisaram deixar suas casas devido à passagem do ciclone tropical.

A província de Cebu foi a mais impactada, registrando 76 mortes. Nas 24 horas que antecederam a chegada do tufão à costa filipina, choveu 183 mm na região de Cebu, valor bem acima da média mensal de 131 mm. A governadora de Cebu, Pamela Baricuatro, classificou o evento como uma tempestade "sem precedentes". "Esperávamos ventos fortes, mas a água é o que realmente está colocando as pessoas em perigo", relatou a jornalistas.

As Filipinas enfrentam, em média, 20 tufões e tempestades por ano, além de serem afetadas por terremotos frequentes e abrigarem mais de uma dúzia de vulcões ativos, o que torna o país um dos mais vulneráveis a desastres naturais no mundo. Especialistas alertam que as tempestades estão ficando mais intensas devido às mudanças climáticas: oceanos mais quentes impulsionam a rápida intensificação dos tufões e a atmosfera aquecida retém mais umidade, resultando em precipitações mais volumosas.

Com informações de agências internacionais.