Três homens são condenados a 14 anos de prisão por assassinato de jovem em Palmeira dos Índios
Julgamento reconheceu crime passional e teve atuação destacada do Ministério Público, que também pediu a absolvição de dois réus por falta de provas
O Tribunal do Júri de Palmeira dos Índios condenou, nesta terça-feira (4), três homens acusados de assassinar Lucas Santos Lima, de 25 anos, em fevereiro de 2021. Filho de um policial militar, Lucas foi morto a tiros dentro de casa, no bairro São Francisco. A pena fixada para cada um dos condenados foi de 14 anos de prisão.
De acordo com a denúncia, Alã Richard, conhecido como Telinho, Afonso Henrique Lopes Dias, o Mago, e Herbert Gomes da Silva, apelidado de Jacaré, invadiram a residência da vítima durante a madrugada e o executaram enquanto dormia. Lucas foi atingido por cerca de oito disparos à queima-roupa, sem chance de defesa.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça João de Sá Bomfim Filho ressaltou a crueldade e o caráter passional do crime. Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por ciúmes, já que Lucas mantinha um relacionamento com a ex-namorada de Telinho.
“Esse júri demonstra que o Ministério Público não atua apenas para acusar, mas para buscar a justiça em sua essência. Pedi a absolvição de dois réus não por acreditar em sua inocência, mas por entender que não havia provas suficientes para condená-los. Já quanto aos outros três, as evidências eram incontestáveis”, afirmou o promotor.
Conforme a apuração, Alã e Afonso foram os responsáveis pelos disparos, enquanto Herbert permaneceu do lado de fora, imobilizando o padrasto da namorada da vítima para garantir a execução do plano criminoso.
Os outros dois acusados — Vagner Firmino dos Santos, o Gaiola, e Diego Pereira da Silva, o Burreco — foram absolvidos, após o Ministério Público reconhecer a ausência de provas que os ligassem diretamente ao assassinato.
A decisão encerra um dos casos mais marcantes dos últimos anos na cidade, reforçando o papel do Tribunal do Júri e do Ministério Público na busca por justiça equilibrada e fundamentada em provas.