Quantos brasileiros vivem sozinhos? Veja comparação com outros países
Número de lares unipessoais cresce no Brasil, mas ainda é inferior ao de países europeus e aos Estados Unidos; mulheres assumem papel crescente como chefes de família.
O número de brasileiros que vivem sozinhos aumentou nas últimas duas décadas, mas ainda está bem abaixo do observado em diversos outros países. Segundo novos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (5) na pesquisa Nupcialidade e Família, a maioria da população do país (80,9%) reside com pelo menos um cônjuge ou parente. Entre 2010 e 2022, a proporção de domicílios ocupados por apenas uma pessoa subiu de 12,2% para 19,1%.
Para efeito de comparação, o IBGE reuniu dados de outros países, onde a configuração domiciliar é bem diferente da brasileira. Na Finlândia, por exemplo, 45,34% das pessoas vivem sozinhas. No Reino Unido, o índice é de 30%, enquanto nos Estados Unidos chega a 27,5%. Os percentuais de países latino-americanos se aproximam mais do cenário brasileiro: na Argentina, lares unipessoais representam 16,2%, e no México, apenas 12,4%.
Os dados do Censo 2022 também apontam uma leve alta na porcentagem de pessoas vivendo em união conjugal, que passou de 49,5% em 2000 para 51,3% em 2022. Por outro lado, o percentual de pessoas separadas aumentou de 11,9% para 18,6%. Já o grupo que nunca viveu em união conjugal caiu de 38,6% para 30,1% no mesmo período.
Outro destaque do levantamento é a mudança no perfil do principal responsável pelo domicílio: as mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais relevante no sustento dos lares. Entre 2000 e 2022, o percentual de famílias chefiadas por homens recuou de 77,8% para 51,2%, enquanto a participação feminina saltou de 22,2% para 48,8%.